Já há mais Ubers do que táxis no Porto e em Lisboa

Em poucos anos o número de empresas de TVDE multiplicaram-se

• Foto: Vítor Mota

4.868. É este o número de empresas de TVDE (transporte individual e remunrado de passageiros em veículos descaracterizados a partir de plataforma eletrónica) a operar em Portugal até 30 de junho. Motoristas certificados eram 13.015, revelam dados do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) citados pelo Jornal de Notícias

Desde que a Uber começou a operar em Portugal - mesmo com todas as guerras provocadas com outros profissionais pela entrada deste serviço no país -, em 2014, o número de motoristas nunca deixou de aumentar. E, passados cinco anos, quando as empresas de transportes de passageiros através de veículos descaracterizados tiveram aval legal para operarem, os seus condutores já representam um terço da força de trabalho no transporte de passageiros em carros individuais.

No setor do táxi existem 9.884 empresas e 25.808 taxistas, refere o IMT em declarações ao jornal diário. Mas os condutores de empresas TVDE já representam 33,5% da força laboral. 

A Federação Portuguesa do Táxi estima que nas grandes cidades portuguesas, como Lisboa, Faro ou Porto, haja mais condutores destes veículos descaracterizados do que taxistas. Só a cidade de Faro tem mais de 200 empresas de serviços TVDE registadas, refere o JN

Florêncio de Almeida, o presidente da Associação Nacional dos Transportes Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL), desconfia do processo de atribuição de licenças a estes condutores e refere que o mercado pode vir a ficar saturados, mesmo com o aumento do turismo.

Atualmente há várias empresas de TVDE a operar em Portugal, como a Uber, a Taxify, Cabify, Bolt.

Suspeitas de corrupção nas licenças
A Unidade Nacional Contra a Corrupção da Polícia Judiciária realizou uma operação de buscas e detenções relacionadas com um eventual esquema de corrupção na emissão de licenças para motoristas de carros TVDE. A operação Caixa de Pandora levou à detenção de oito pessoas, suspeitas dos crimes de associação criminosa, corrupção passiva para ato ilícito, corrupção ativa para ato ilícito, falsidade informática, violação de segredo por funcionário e atestado médico falso, revelava a PJ em comunicado.

Por Sábado
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