Já são mais de 270 os postos sem qualquer combustível

Dados apresentados pela página 'Já Não Dá Para Abastecer'

• Foto: Bruno Colaço

A menos de dois dias da greve dos motoristas, são já 273 (11% do total) os postos que não têm qualquer tipo de combustível. Os dados, apresentados pela página Já Não Dá Para Abastecer, indicam ainda que outros 388 já não têm gasolina, 704 estão sem gasóleo e 38 ficaram sem GPL.

De acordo com a recolha de informação do grupo Voluntários Digitais Em Situações de Emergências para Portugal (VOST), pelas 10h20 deste sábado, 2.216 postos (85% do total) continuam a funcionar na plenitude. 

Só nos postos de abastecimento que integram a Rede Estratégica de Postos de Abastecimento (REPA) é garantido que não vai faltar combustível durante a greve dos motoristas que arranca a 12 de agosto. Saiba quais os postos que estão incluídos nesta rede de emergência aqui.

A greve, por tempo indeterminado, foi convocada pelo Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), que acusam a associação patronal Antram de não querer cumprir o acordo assinado em maio, que prevê uma progressão salarial. Também se associou à paralisação o Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte (STRUN).

Na quarta-feira, o Governo decretou serviços mínimos entre 50% e 100% para a greve. Mais tarde, o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, José António Vieira da Silva, anunciou que o Governo declarou crise energética e afirmou que o direito à greve não é ilimitado.

O governante acrescentou que os serviços mínimos podem ser mais extensos em relação à greve dos motoristas. "Os serviços mínimos podem e devem ser mais extensos, levando à normalidade do funcionamento", indicou Vieira da Silva, em conferência de imprensa, precisando que se impõe "um possível alargamento de serviços mínimos, com diferenciação dos serviços normais".

A declaração de crise energética implica "medidas excecionais" para minimizar os efeitos da paralisação e garantir o abastecimento de serviços essenciais como forças de segurança e emergência médica.

Por Sábado
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