Jorge Fonseca, José Carlos Pereira e Marta Gil apanhados pela PSP em chamadas telefónicas com 'Uber da Droga'
Notícia avançada pelo 'Observador'
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Os atores José Carlos Pereira e Marta Gil e o judoca olímpico Jorge Fonseca foram incercetados em escutas telefónicas relacionadas com a investigação que desmantelou uma rede de tráfico de droga liderada por Nuno Ricardo Nogueira dos Santos, batizado pela PSP de 'Uber da Droga', que foi condenado, no final de maio, a cinco anos e seis meses de prisão efetiva. A informação foi avançada pelo jornal 'Observador'.
A lista de clientes de Nuno Santos incluía participantes de reality shows como Big Brother ou Casados À Primeira Vista, funcionários da TAP, empresários, médico, engenheiros informáticos e outros profissionais. Muitos dos contactos identificados foram chamados a depor em tribunal.
A PSP acompanhou durante cerca de um ano uma operação de distribuição de estupefacientes que abastecia regularmente clientes na região de Lisboa. Em novembro de 2024, foram apreendidas centenas de comprimidos de MDMA, LSD, cocaína, cetamina e 2C-B, além de material de acondicionamento e milhares de euros em numerário.
O ator José Carlos Pereira, que não respondeu aos pedidos de esclarecimentos do jornal, foi identificado em interceções telefónicas com o principal arguido, mas foi dispensado de depor em tribunal. Durante uma das chamadas, que durou menos de um minuto, ainda não era 10h da manhã e o ator seguia na A5 a caminho de Lisboa enquanto tentava marcar um encontro com o líder da rede de tráfico de droga. Pelas 10h21, José Carlos Pereira voltou a ligar para perceber onde Nuno Ricardo estava naquele momento.
Marta Gil negou ter comprado droga a Ricardo e garantiu desconhecer qualquer atividade de tráfico do amigo. A atriz admitiu já ter consumido haxixe de forma pontual. Quando lhe perguntaram a que se referia quando pediu "aquele clássico" ao arguido, Marta respondeu que era uma expressão utilizada "quando precisava de desabafar".
O judoca Jorge Fonseca terá feito uma chamada telefónica com Leonel Nhaga, alegado braço-direito de Nuno Ricardo. O advogado de Fonseca garantiu que o atleta desistiu de uma eventual compra de ecstasy após refletir sobre a decisão, nunca tendo chegado a consumir.