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O futebol é a sua paixão, mas nutre uma admiração pelo ciclismo. O contacto com os relvados é na Sport TV. Na rádio aproveita para opiniar com humor e já foi interpelado com um telefonema de Vale e Azevedo
JOSÉ Nunes, 40 anos, casado e pai de dois filhos – a Cristina com 19 anos e o Bernardo com 4 – é a cara do desporto da Rádio Comercial e da Rádio Nacional.
O seu dia começa cedo. Às 06.30 horas salta da cama para pouco depois das 08.30 horas apresentar na Comercial a Linha Avançada. Às 19 horas, na Rádio Nacional, modera o programa Selecção Nacional. Os relatos ficaram de lado desde que a Rádio Comercial acabou com o futebol, por isso, "mata o bichinho" na Sport TV onde é comentador do futebol internacional.
Além do canal codificado de desporto, José Nunes também já foi comentador na TVI – quando esta detinha os direitos da Liga italiana e espanhola – e apresentou um espaço de entretenimento na Quatro e na RTP. Mas não é só de televisão e rádio que é feita a carreira de José Nunes. Durante algum tempo escreveu uma crónica sobre desporto no "Semanário Económico".
"Gosto do que faço, sobretudo, gosto muito de futebol. No programa da manhã faço uma crónica, onde deixo umas notas de humor, sem deixar de dar informação. Até os agentes desportivos acham piada". E conta: "Uma vez o dr. Vale e Azevedo entrou em directo do programa do seu próprio carro."
Na Sport TV comenta mais a Liga italiana: "Tenho dificuldade em não ser opinativo nos comentários."
José Nunes faz um parênteses para falar da Volta a Portugal em bicicleta: "Já fiz duas vezes a Volta. Tem um clima espectacular, mas é muito desgastante. Para os atletas do ponto de vista físico e psicológico é desumano. Por isso, tenho uma admiração particular pela forma como os atletas encaram o verdadeiro profissionalismo."
Com experiência na rádio e na televisão, José Nunes estabelece a diferença: "Não se deve transpor o relato para a narração, porque não resulta. Na rádio o relato é mais desgastante, mais descritivo e exige que a voz esteja mais alta. O segredo da narração é pensar que se está a conversar com alguém. Deve-se enriquecer a narração para o espectáculo não se tornar enfadonho e hipercansativo dando informações lateriais ao jogo." E: "Depois há a questão do léxico, que abomino, e que sou incapaz de utilizar. Palavras como esférico."
José Nunes diz-se dono de um estilo próprio: "Deve-se evitar copiar ou absorver modelos. A voz é muito importante. É a nossa identificação."
"Rádio de desporto fará a diferença"
José Nunes acredita no sucesso de uma rádio só de desporto, que começou a ser falada precisamente no grupo Media Capital – detentor da Rádio Comercial, Rádio Nacional, TVI entre outras. Ideia à qual o próprio José Nunes deu o seu contributo, no primeiro estudo que se fez sobre a viabilidade do projecto.
Apesar do optimismo, José Nunes começa por dizer que a emissora dificilmente podia abranger todos os desportos: "Temos de respeitar a supremacia do futebol. Os portugueses são claramente aguerridos ao desporto-rei. E a rádio não podia ter desporto a toda a hora. Teria de intercalar com pivôs, ter programas de debate, não só com os especialistas na matéria, mas também com figuras públicas e com a interacção do público. A rádio deveria ainda ter muitos directos e muita reportagem. No fundo, uma rádio de desporto teria de ser muito dinâmica, com muita cor e estética, para manter as pessoas agarradas. Para isso, também era preciso ir buscar pessoas às rádios clássicas."
E conclui: "É um projecto muito caro, que terá de ter um grande retorno publicitário, pois nos primeiros anos é claramente para perder dinheiro."
"Já adormeci num estádio"
Habituado a comentar a Liga italiana e espanhola, José Nunes não resiste em fazer a comparação com o que se passa no campeonato português: "Eu já cheguei à adormecer num estádio. O futebol praticado nos nossos relvado é na maioria das vezes muito pobre. As pessoas vão bocejar para os estádios."
E acrescenta: "O Euro-2004 no plano desportivo é fabuloso, mas não é por aí que o futebol português vai evoluir. Tem de se tornar o espectáculo vendável e democratizá-lo no preço dos bilhetes. Se 10 mil pessoas comprarem um bilhete a mil escudos, não é a mesma coisa que 20 mil comprarem o bilhete por quinhentos escudos. Se têm a mesma receita não se percebe. O público contagia os jogadores."
José Nunes lança duras críticas à Liga: "Não há plano de ''''''''''''''''marketing'''''''''''''''' para o futebol. A Liga está a fazer o quê? A Liga deveria ser o motor, mas não é. O trabalho de formação da Federação de andebol e basquetebol envergonha o futebol."
A finalizar José Nunes afirma: "É preciso vender o espectáculo, dar protagonismo aos jogadores. É invejável ver o que sucede em Espanha. A relação dos jornalistas com os jogadores e ao mesmo tempo a isenção e a capacidade analítica que conseguem ter."
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