José Veiga detido por suspeita de corrupção

Investigação tem dimensão internacional, apresentando ligações com três continentes

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O papel de José Veiga no futebol
O empresário José Veiga, Paulo Santana Lopes e uma advogada foram detidos por suspeitas dos crimes de corrupção, tráfico de influências e participação em negócio, entre outros, indicou à agência fonte da Polícia Judiciária.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), existem suspeitas dos crimes de corrupção no comércio internacional, branqueamento de capitais, tráfico de influência, fraude fiscal e participação económica em negócio na compra e venda de ações de uma instituição financeira estrangeira, ações detidas por instituição de crédito nacional.

A investigação tem dimensão internacional, apresentando ligações com os continentes europeu, africano e americano, acrescenta uma nota da PGR adiantando que esta a ser também investigada a origem de fundos movimentados noutros negócios em que são intervenientes os suspeitos, nomeadamente, a celebração de contratos de fornecimento de bens e serviços, obras públicas e venda de produtos petrolíferos.

No âmbito de um inquérito, dirigido pelo Ministério Público do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) realizaram-se hoje várias diligências, designadamente cerca de três dezenas de buscas a domicílios e sedes de empresas, a uma instituição bancária e a três escritórios de advogados.

Fonte da PJ disse à agência Lusa que o ex-dirigente da SAD do Benfica José Veiga, o advogado Paulo Santana Lopes, irmão do antigo primeiro-ministro Pedro Santana Lopes, e uma advogada se encontram nas instalações da Polícia Judiciária, em Lisboa, devendo ser hoje ou na quinta-feira inquiridos por um juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC) em primeiro interrogatório judicial para aplicação de medidas de coação.

Os detidos têm idades entre os 53 e os 57 anos e, alegadamente, celebravam contratos de fornecimento de bens e serviços relacionados com obras públicas, construção civil e venda de produtos petrolíferos, entre diversas entidades privadas e estatais.

Os proventos gerados com esta atividade eram utilizados na aquisição de imóveis, veículos de gama alta, sociedades não residentes e outros negócios, utilizando para o efeito pessoas com conhecimentos especiais e colocadas em lugares privilegiados, ocultando a origem do dinheiro e integrando-o na atividade económica lícita, acrescenta o documento.

Na operação foram ainda apreendidos vários imóveis, viaturas de alta gama e saldos bancários.
Por Lusa
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