Luanda Leaks: CMVM já iniciou ações de supervisão junto da Nos, Galp e EuroBic

A entidade liderada por Gabriela Figueiredo Dias está a pedir informação às auditoras das entidades envolvidas no caso "Luanda Leaks"

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) já iniciou várias ações de supervisão junto das auditoras das entidades envolvidas no caso "Luanda Leaks", mas também dos emitentes sob a sua supervisão, como é o caso da Nos e da Galp Energia. A garantia foi dada por Gabriela Figueiredo Dias, num encontro com jornalistas.

"A CMVM já iniciou, desde segunda-feira, ações de supervisão concretas sobre um conjunto de responsáveis para tentarmos averiguar informação mais concreta e detalhada sobre um conjunto de factos e alegações", afirmou Gabriela Figueiredo Dias, presidente da CMVM, esta quinta-feira, notando que este processo está a ser implementado em coordenação com os outros supervisores. 

Em causa está a investigação do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, que revelou que Isabel dos Santos terá desviado mais de 100 milhões de dólares da Sonangol para o Dubai. E que terá "esvaziado" em menos de 24 horas a conta da petrolífera no EuroBic, em Lisboa. Isto um dia depois de ter sido exonerada do cargo de presidente da Sonangol.

A responsável garante que o regulador está a "acompanhar a situação com muita atenção" e com a "tranquilidade que deve caracterizar o regulador", trabalhando "constantemente com vista à monitorização dos riscos que existem em cada momento no mercado". E que a "informação que foi disponibilizada é de enorme relevo para a CMVM". 

"Estamos a pedir esclarecimentos e a obter informação" que "nos permitirá perceber se há outras medidas que vamos adotar". Um pedido que está a ser feito junto de todas as auditoras das entidades envolvidas nesta investigação, nomeadamente do EuroBic, mas também dos emitentes sob a sua supervisão, como é o caso da Nos e da Galp Energia. 

Questionada se este processo pode levar à aplicação de sanções, Gabriela Figueiredo Dias explica que "está tudo em aberto" e que pode "levar a multas, sanções, processos de contraordenação ou perdas de idoneidade". Ou simplesmente "não levar a nada".

Por Negócios
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