Madrid volta a ser o epicentro da pandemia da Covid-19 e lança pedido de ajuda a Pedro Sánchez

Unidades de cuidados intensivos dos hospitais novamente a encher e o número de mortes por coronavírus a disparar

Com as unidades de cuidados intensivos dos hospitais novamente a encher-se e o número de mortes por coronavírus a disparar, a região de Madrid lançou ontem um pedido de ajuda ao governo central, solicitando que este "se envolva fortemente" nas ações necessárias para travar o avanço da pandemia na região. Pedro Sánchez vai reunir-se com Isabel Díaz Ayuso, presidente da Comunidade de Madrid, e está no ar a hipótese de ter de ser de novo declarado o estado de alerta, escreve esta sexta-feira o jornal El Pais.

A situação é de tal forma preocupante que acabou por ser o rastilho que desbloqueou uma reunião entre os dois líderes, que estava pendente desde que Isabel Díaz Ayuso, do PP, subiu ao poder, em agosto do ano passado. "Face à evolução da pandemia, considero fundamental reforçar os mecanismos de co-governação para complementar os esforços e meios que o vosso Governo já está a desenvolver", respondeu Pedro Sánchez.

Esta quinta-feira a comunidade madrilena registrou 1.301 novas infeções nas últimas 24 horas, 2.850 internados e 30 mortes. Chegou a falar-se em avançar com confinamentos seletivos, mas o governo local acabaria por recuar. No entanto, esta sexta-feira a presidente da Comunidade de Madrid anunciará novas medidas para restringir a mobilidade e as atividades nas zonas mais afetadas pelo vírus. "É urgente que o Governo da Espanha se envolva fortemente no controle da epidemia em Madrid", pois "é impossível acabar com uma epidemia destas características apenas a partir do governo regional", frisou Ignacio Aguado, vice-presidente da Comunidade de Madrid, citado pelo El Pais.

Madrid, recorda o jornal, não é apenas o epicentro da pandemia. "É o coração da rede rodoviária e ferroviária da Espanha. A sede do aeroporto internacional mais importante do país. E recebe diariamente centenas de milhares de habitantes de regiões vizinhas (Castilla-La Mancha e Castilla y León) para trabalhar". Consequentemente, a evolução da doença na região terá de ser vista como "uma questão nacional", sob pena de estar ali o rastilho que lance uma segunda vaga da doença para todo o país.

Ontem Espanha somou 11.291 novas infeções à contagem oficial e contabilizou mais 162 mortes, para um total de 30.405. Madrid acumula mais de um terço (34%) dos novos casos.

Por Negócios
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