Mário Centeno: "Este não é o tempo de pensar na fatura" das medidas para enfrentar a covid-19

Ministro das Finanças tem esperança que a crise possa ser temporária

Mário Centeno
Mário Centeno

O ministro das Finanças, Mário Centeno, defende que este "não é o tempo de pensar na fatura" das medidas para enfrentar a pandemia de covid-19, mas "sim de combater a crise". "Os resultados demonstram o sucesso da nossa ação coletiva", defendeu numa entrevista à RTP esta quinta-feira. 

O também presidente do Eurogrupo disse também que, em caso de sucesso do processo de desconfinamento, esta crise pode "ser temporária". "Temos que começar a abrir a nossa economia, que nos permita regressar ao período anterior à crise", defendeu, sublinhando a necessidade das medidas apelaram não à "dimensão da fatura mas ao recomeço da atividade". 

O governante admitiu também a possibilidade da taxa de desemprego ser ligeiramente abaixo dos dez pontos percentuais - "calculamos que o desemprego possa crescer 3 ou 4 pontos percentuais até ao final de 2020", confessou - e assumiu considerar as previsões da Comissão Europeia positivos para o País. "Portugal estava numa trajetória de crescimento muito positiva", recordou, uma tendência que estava a melhorar até ao final de fevereiro, antes da pandemia obrigar ao confinamento e criar uma crise económica. Esta, acrescentou, seguirá a linha e pico da crise sanitária. Ainda assim, considera que "abril foi o mês mais dramático desta crise económica". "Todas as incertezas em relação à doença se transferem para a economia muito rapidamente", assegurou. 

"Prevemos que daqui a dois anos, em 2022, podemos estar a recuperar os valores de 2019", assumiu Centeno, depois de ter revelado que se pode vir a observar "uma queda do PIB superior a 15 milhões de euros", cerca de 6,5% em termos anuais. "Esta crise, dada a sua incerteza, vai ter que ser vivida mês a mês, com decisões muito coordenadas", disse.

Crise de financiamento? "Não há razão" para a temer
Apesar do quadro difícil, o ministro das Finanças defende que "não há razão" para que Portugal tema uma crise de financiamento, pois os mercados têm colocado o País "numa posição não muito diferente da do final de 2019". 


Portugal regista 1.105 mortes relacionadas com a covid-19, mais 16 do que na quarta-feira, e 26.715 infetados (mais 533), segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção Geral da Saúde. 

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou cerca de 267 mil mortos e infetou mais de 3,8 milhões de pessoas em 195 países e territórios. Cerca de 1,2 milhões de doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Por Negócios
Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
Subscreva a newsletter

e receba as noticias em primeira mão

ver exemplo

Ultimas de Fora de Campo

Notícias

Copyright © 2019. Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Cofina Media S.A. Consulte a Política de Privacidade Cofina.

0