Mário Centeno: «Nos quatro anos desta legislatura não vamos ter nenhum corte»

Mário Centeno diz que não fez cortes na despesa ao longo da legislatura

"Nos quatro anos desta legislatura não vamos ter nenhum corte," respondeu Mário Centeno esta segunda-feira, 29 de Outubro, no primeiro dia de debate de generalidade do Orçamento do Estado para 2019. O ministro das Finanças respondia a Mariana Mortágua, deputada do Bloco de Esquerda, que criticava o Governo por não executar a totalidade das verbas autorizadas pela Assembleia da República, investindo menos do que o necessário. Mas o tema continuaria no centro do debate, com o CDS, logo de seguida, a criticar a "austeridade encapotada" e o PCP a notar a falta de investimento nos serviços.

"O Orçamento do Estado é um orçamento de crescimento da despesa em todos os programas orçamentais", acrescentou Centeno. "Não houve cortes, como também não vai haver execuções aceleradas que possam colocar o país em risco, porque não temos mandato para isso", somaria ainda o ministro das Finanças, já em resposta a Assunção Cristas.

Ao PCP, Centeno sublinhou que o cumprimento das metas do défice, "mas não só", foi o que permitiu ao país ganhar a credibilidade que conduziu à redução dos custos de financiamento. "Não podemos dar passos maior do que a perna", defendeu.

Tanto o BE como o CDS questionaram o ministro sobre as opções de execução da despesa, defendendo que os serviços públicos não estão a ter acesso às verbas de que precisam. Mariana Mortágua notou que Centeno "insiste a apresentar ao Parlamento que parte dessas despesas ficaram por gastar, metas do défice cumpridas e ultrapassadas" e criticou o Governo por continuar a "adiar investimentos tão importantes ao país e despesas essenciais para os serviços públicos".

Já Assunção Cristas notou a "austeridade encapotada", com aumentos de impostos indirectos, e a "austeridade escondida", feita através dos cortes de despesa.

Por sua vez, o deputado do PEV José Luís Ferreira questionou: "Se não fossem essas opções relativamente ao Tratado Orçamental, ao défice, às PPP e ajudas à banca, seria um orçamento a pensar muito mais nas pessoas e nos recursos naturais"?

Na resposta, Mário Centeno considerou que "há orçamento do Estado além de 2019", uma vez que a despesa em prestações sociais cresceu mais de 3000 milhões de euros ao longo da legislatura, a despesa no Serviço Nacional de Saúde cresce em 1200 milhões e só em despesa com pessoal cresce mais de 20%.

Autor: Negócios

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