Merkel avisa que Alemanha enfrenta mais 10 semanas de confinamento

Merkel mostrou preocupação sobretudo com a rápida propagação da nova estirpe do vírus

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Se as autoridades não conseguirem controlar a pandemia da covid-19 na Alemanha, o país enfrenta mais 10 semanas de confinamento com restrições agressivas.

O alerta foi deixado esta terça-feira pela chanceler alemã, durante uma videoconferência sobre a evolução da pandemia no país. As declarações não foram públicas, mas estão a ser citadas pela Bloomberg com base no relato de pessoas que assistiram à reunião.

Merkel mostrou preocupação sobretudo com a rápida propagação da nova estirpe do vírus, que foi detetada pela primeira vez no Reino Unido.

"Se não conseguirmos parar este vírus britânico, na Páscoa teremos um número de casos 10 vezes superior. Precisamos por isso de mais oito a 10 semanas de medidas duras", disse Merkel.

A Alemanha está em confinamento desde meados de dezembro e os números de casos e óbitos de covid-19 têm vindo a aumentar neste arranque de ano.

O país iniciou na segunda-feira a nova fase - mais restrita - do segundo confinamento, que se vai prolongar até ao dia 31 de janeiro com restrições da atividade da administração pública e atividade económica.

As atividades culturais e de lazer, restauração e negócios "não essenciais", assim como as escolas permanecem encerrados. As reuniões privadas limitam-se à visita de apenas uma pessoa em cada casa, além dos habitantes da residência. No caso de Berlim, região fortemente afetada, os habitantes não se podem afastar mais do que 15 quilómetros do local onde vivem.

Segundo o Instituto Robert Koch (RKI), o país somou mais 12.802 novos casos de covid-19 e 891 mortos nas últimas 24 horas. O número de infeções mantém-se abaixo dos máximos das últimas duas semanas, apesar de os especialistas terem lançado avisos durante o período festivo do Natal.

A incidência acumulada nos últimos sete dias, no conjunto do país, aumentou até aos 164,5 casos por cada 100 mil habitantes. A taxa é menor do que os 197,6 contágios por 100 mil habitantes atingidos no dia 22 de dezembro mas muito distante das intenções do governo que pretende uma redução de 50 casos por 100 mil habitantes.

Por Negócios
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