Mestres da Soflusa desconvocam greves previstas

Informação avançada pelo secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade

Catamaran da Soflusa no Tejo
Ferry da Soflusa embateu no cais
Barcos da Soflusa
Ferry da Soflusa embateu no cais
Catamaran da Soflusa no Tejo
Ferry da Soflusa embateu no cais
Barcos da Soflusa
Ferry da Soflusa embateu no cais
Catamaran da Soflusa no Tejo
Ferry da Soflusa embateu no cais
Barcos da Soflusa
Ferry da Soflusa embateu no cais

Os mestres da Soflusa, empresa de transporte fluvial entre Barreiro e Lisboa, vão desconvocar as três greves agendadas, avançou esta sexta-feira o secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade, após ter chegado a acordo com os sindicatos.

No âmbito das negociações com os sindicatos, inclusive com o Sindicato dos Transportes Fluviais, Costeiros e da Marinha Mercante (STFCMM), que representa os mestres que estão em greve, o Governo acordou "uma pequena atualização daquele que é o prémio deles pelo facto de serem mestres", respondendo à revindicação salarial.

De acordo com o governante José Mendes, a desconvocação das três greves - designadamente às horas extraordinárias, ao período da manhã e da tarde na próxima semana, e ao dia de Santo António - vai permitir que o serviço da Soflusa fique normalizado a partir de sábado, uma vez que "estão levantadas todas as greves".

Além da atualização do prémio pela profissão que exercem como comandantes dos navios, o Governo e os sindicatos "estabeleceram um quadro de colaboração relativamente às escalas e à prestação de trabalho suplementar" por parte dos mestres da Soflusa, no qual entronca as contratações, com o compromisso de acelerar a formação desses profissionais, adiantou o secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade.

"A composição do salário do mestre tem várias componentes, uma das quais é também o trabalho suplementar, portanto encontramos um ponto de equilíbrio", explicou o governante, sem adiantar pormenores, nomeadamente em relação aos valores acordados.

Com a resposta à reivindicação salarial dos mestres e as novas contratações, que incluem quatro mestres e seis marinheiros, o Governo acredita "ter esta classe profissional a trabalhar de forma mais equilibrada".

"Temos todas as condições para voltar tudo à normalidade, amanhã [sábado] mesmo serão repostas escalas", declarou José Mendes, assegurando há condições para a normalização do serviço de transporte fluvial da Soflusa, que faz as ligações entre Barreiro (distrito de Setúbal) e Lisboa.

Confirmando a desconvocação das greves, o porta-voz dos mestres da Soflusa, Pedro Mateus, destacou o envolvimento do secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade, no sentido de "valorizar o reconhecimento da categoria profissional" de mestre e de "acelerar o processo de entrada de novos profissionais na empresa".

Sobre a atualização do prémio de mestre, o representante destes profissionais da Soflusa disse apenas que foi aumentado para valores "justos", lembrando que esta recompensa salarial já não era atualizada há 14 anos e que as negociações já decorriam há mais de um ano.

Na perspetiva do porta-voz, a aceleração da entrada de novos profissionais, quatro mestres e seis marinheiros pode pôr fim ao caos vivido nos últimos dias no transporte fluvial, com efeitos "já a partir de amanhã [sábado]".

De acordo com Pedro Mateus, os novos quatro mestres estão em formação, processo que ficará concluído no prazo de cerca de um mês.

"Os constrangimentos pelo excesso de trabalho extraordinário que os mestres estavam a fazer vão deixar de acontecer", disse.

Em relação aos distúrbios registados no terminal de barcos do Barreiro, em que os passageiros tentaram esta sexta-feira forçar a entrada, o secretário de Estado lamentou o acontecimento, acrescentando que "a lição a tirar é que, de facto, há uma greve que lesa muito as pessoas".

Neste sentido, o governante defendeu que é preciso equilibrar o que é uma reivindicação dos trabalhadores e o impacto que a greve causa, considerando que estava "um bocadinho desequilibrado".

"Estamos a afetar demasiado as pessoas para um problema que podíamos ter resolvido em sede de negociação", declarou José Mendes, em declarações aos jornalistas, no âmbito da reunião com os sindicatos.

Indicando que "não há supressões por falta de navios", o responsável pela pasta da Mobilidade explicou que a decisão de novos horários, com redução das travessias, foi motivada pela greve dos mestres, pelo que, na sequência da desconvocação de todas as greves, os horários voltam a ser reajustados.

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