Metro de Lisboa marca greve para o primeiro dia do Web Summit

Câmara de Lisboa desvaloriza impacto da greve no evento

• Foto: Bruno Colaço

O Metro de Lisboa vai voltar a parar na manhã de 6 de Novembro, o primeiro dia da terceira edição da Web Summit em Lisboa. Em edições anteriores o evento sugeria o metro como a melhor forma de chegar ao evento que decorre no Parque das Nações. A Câmara de Lisboa desvaloriza o impacto que a greve pode ter no primeiro dia de greve.

O metro de Lisboa anunciou esta manhã que iria voltar a parar a 6 de Novembro, entre as 6h30 e as 9h30. Os trabalhadores protestam a actualização do salário para os anos de 2018 e 2019, adiantou a dirigente da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações. Esse período de greve coincide com a primeira manhã oficial da Web Summit.

Questionada sobre se a Câmara Municipal de Lisboa estava a tentar arranjar uma solução para reforçar a oferta da rede de transportes públicos para colmatar as falhas causadas pela greve no metro, fonte oficial da autarquia referiu que a mesma não está a tentar encontrar nenhuma solução de momento. "Essa negociação é entre o metro, os sues trabalhadores e o Governo", referiu o assessor da Câmara, lembrando que "a greve é um direito constitucional" e que a autarquia espera que as partes envolvidas cheguem a um consenso que satisfaça ambos os lados.

A Câmara Municipal lembra ainda que existem várias alternativas ao metro para chegar ao local que não envolvem carro, como os autocarros ou os comboios. "Existem alternativas bastante práticas, como a Linha de Cintura, que liga Alcântara a Braço de Prata, passando por Campolide, Sete Rios, Entrecampos, Areeiro, Chelas, Marvila e Braço de Prata", lembra a autarquia.

A Câmara Municipal de Lisboa afirma ainda que a organização está informada sobre a greve no metro de Lisboa, não referindo se mostraram apreensões relativamente à mesma ou se procuraram encontrar soluções. A SÁBADO tentou contactar a organização da Web Summit para obter reacções ao anúncio de greve, não tendo obtido resposta à hora da publicação desta notícia.

Como referiu a organização em edições passadas, a forma privilegiada de chegar ao evento é através da rede de transportes públicos lisboeta. Mas considerando as dificuldades na circulação causadas pela greve desta manhã, podem esperar-se transtornos nessa terça-feira para os cerca de 70 mil participantes esperados na cimeira tecnológica.

A greve no metropolitano de Lisboa causou engarrafamentos na capital do país esta quinta-feira de manhã. Os trabalhadores estiveram em protesto e os comboios subterrâneos começaram a funcionar apenas às 9h30. As principais estradas na cidade ficaram congestionadas. A chuva causou ainda maior transtorno, tendo-se verificado  vários acidentes durante a manhã.

Os sindicatos defendem que o aumento proposto de 24,50 euros deverá valer apenas para 2018, com retroactivos a 1 de Janeiro.

Autor: Sábado

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