Ministério Público acusa 23 arguidos no caso de Tancos entre eles Azeredo Lopes

Já foi extraída certidão para investigar o chefe da casa de militar de Belém

Azeredo Lopes é arguido
Azeredo Lopes é arguido

Ministério Público acusou esta quinta-feira 23 arguidos no caso de Tancos entre eles Azeredo Lopes.

Ao que o Correio da Manhã já foi extraída a certidão para investigar o chefe da casa de militar de Belém por falsas declarações no processo Tancos.

José Azeredo Lopes é o quinto ex-membro do atual Governo acusado em processos judiciais, depois dos ex-secretários de Estado dos Assuntos Fiscais e da Internacionalização e da Indústria o terem sido no caso das viagens pagas pela Galp ao Euro2016.

O ex-ministro da Defesa Nacional José Azeredo Lopes foi hoje acusado pelo Ministério Público de abuso de poder, denegação de justiça e prevaricação no "caso de Tancos" e proibido do exercício de funções.

José Azeredo Lopes, ex-ministro da Defesa, foi constituído arguido no processo do furto de armas em Tancos, meses depois de se ter demitido do Governo, em 12 de outubro de 2018.

Já este ano, em 10 de maio, o Ministério Público acusou Fernando Rocha Andrade, Jorge Costa Oliveira e João Vasconcelos, respetivamente ex-secretários de Estado dos Assuntos Fiscais, da Internacionalização e da Indústria do atual Governo, do crime de recebimento indevido de vantagem, mencionando que aceitaram convites da Galp para viajar ao Euro2016 apesar de saberem que "a eles não tinham direito".

Mais recentemente, o ex-secretário de Estado da Proteção Civil, José Artur Neves, foi constituído arguido no caso das golas antifumo (golas que fazem parte do 'kit' distribuição à população no âmbito do programa "Aldeia Segura", "Pessoas seguras"), um dia depois de se ter demitido na sequência de buscas realizadas pela Polícia Judiciária (PJ) à Proteção Civil e ao Ministério da Administração Interna.

Na ocasião, mais de meia centena de buscas foram efetuadas no âmbito de uma investigação do MP sobre as práticas enquadradas nos Programas "Aldeia Segura", "Pessoas Seguras" e "Rede Automática de Avisos à População" por suspeitas de fraude na obtenção de subsídio, de participação económica em negócio e de corrupção, segundo informou a Procuradoria-Geral da República (PGR).

O caso das golas antifumo levou o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, a abrir um inquérito sobre a contratação de "material de sensibilização para incêndios", a 27 de julho, e levou à demissão do então adjunto de José Artur Neves.

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