MP acusa 89 Hells Angels de tentativa de homicídio e outros crimes

Despacho de acusação tem cerca de 500 páginas

O Ministério Público (MP) anunciou a acusação contra 89 membros do grupo motard Hells Angels, por tentativa de homicídio qualificado e associação criminosa, entre outros crimes. 

"No âmbito de inquérito dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DCIAP), com investigação realizada pela Polícia Judiciária, o Ministério Público deduziu no dia de ontem, 10 de julho de 2019, acusação contra oitenta e nove arguidos pela prática de crimes de associação criminosa, homicídio qualificado, na forma tentada, ofensa à integridade física qualificada, extorsão qualificada, dano qualificado com violência, roubo, tráfico de estupefacientes, detenção de armas e munições proibidas, bem como consumo de estupefacientes", lê-se numa nota da PGR enviada às redações. 

Alguns arguidos viram arquivadas as suspeitas de tráfico e mediação de armas, associação criminosa e tráfico de droga. O despacho de acusação tem cerca de 500 páginas.

"A 24 de março de 2018, os arguidos dirigiram-se a um estabelecimento de restauração em Loures, munidos de facas, machados, bastões e outros objetos perfurantes", descreve a PGR, recordando os tumultos registados num restaurante no Prior Velho. Nesse dia, os Hells Angels tencionavam atacar o grupo rival Red&Gold / Bandidos, criado por Mário Machado, fundador de um movimento de extrema-direita.

"No interior desse estabelecimento, os arguidos tentaram matar quatro ofendidos e feriram gravemente seis outros. Os arguidos destruíram o estabelecimento, tendo causado estragos no valor de, pelo menos, 14.450,00 € (catorze mil quatrocentos e cinquenta Euros). Ainda segundo a acusação, dois outros ofendidos viram-se desapossados, pela força e com receio de que algo de mal lhes pudesse vir a acontecer, do seu motociclo, do respetivo capacete e viseira", indica a PGR.

"No dia 11 de junho de 2018, os arguidos agrediram um dos ofendidos com um ‘boxer’ e pontapés na cara, na cabeça, no tronco, nos braços e nas pernas. De seguida, roubaram-lhe bens pessoais", lê-se na nota. 

Entre os 89 arguidos acusados pelo Ministério Público, 37 já se encontram em prisão preventiva. Outros cinco estão sob prisão domiciliária com pulseira eletrónica e dois foram detidos na Alemanha, aguardando extradição para Portugal. Os outros 45 estão obrigados a apresentações periódicas, proibição e imposição de condutas, para além da medida de coação de termo de identidade e residência.

Por Sábado
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