Nissan afasta Ghosn da presidência

Depois de o gestor ter sido detido por suspeitas de fraude fiscal

Carlos Ghosn
Carlos Ghosn

O conselho de administração da Nissan esteve reunido esta quinta-feira, 22 de Novembro, para decidir sobre o futuro de Carlos Ghosn, depois de o gestor ter sido detido por suspeitas de fraude fiscal. 

Os responsáveis decidiram afastar o responsável, de acordo com a informação veiculada pela NHK e citada pela Bloomberg.

A estação de televisão japonesa não revelou mais detalhes e o porta-voz da Nissan recusou comentar o assunto, adianta a Bloomberg.

Após esta decisão, Ghosn vai permanecer administrador da Nissan, uma vez que será preciso que os accionistas votem para o afastar de vez do conselho de administração.

Carlos Ghosn foi detido na segunda-feira por suspeitas de fraude fiscal. O gestor  é suspeito de ter "escondido" cinco mil milhões de ienes (39 milhões de euros). Nos últimos anos enquanto CEO da Nissan – 2015 e 2016 – Ghosn auferiu mais de 1.000 milhões de ienes. 

Esta quinta-feira, os procuradores de Tóquio decidiram dar mais detalhes sobre a possível pena que Ghosn enfrenta, caso seja condenado. O responsável poderá ser condenado a uma pena de prisão de até 10 anos.

Ghosn acumulava com o cargo de "chairman" na Nissan a presidência executiva na Renault, tendo entretanto sido afastado, depois de o ministro da Economia francês - um dos accionistas da fabricante francesa - ter pressionado a que se actuasse. 

A solução encontrada foi a nomeação interina de Thierry Bolloré, actual director de operações, para CEO e de Philippe Lagayette, antigo chefe de gabinete de Jacques Delors e administrador na Renault, para presidente não executivo.

Autor: Negócios

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