Novas estações do Metro de Lisboa só estarão prontas em 2024

Passes únicos fizeram aumentar a procura do Metro em 8%, mas as receitas aumentaram apenas 2%

• Foto: Miguel Baltazar/Arquivo

As estações de metro da Estrela e de Santos e a ligação entre as estações do Rato e do Cais do Sodré só devem estar finalizadas em "meados de 2024", afirmou o presidente do conselho de administração do Metro de Lisboa, Vítor Domingues dos Santos, em declarações rádio Observador, esta terça-feira, 3.

Domingues dos Santos explicou que o alargamento da rede está, ainda, em fase de consulta pública, nove meses depois de ter sido lançado o concurso público e que as propostas podem dar entrada até novembro deste ano. A administração do metropolitano da capital espera conseguir "consignar a obra nos primeiros meses de 2020" e concluír a obra até 2023, estando a mesma aberta ao público em meados de 2024.

Mas não só as novas estações tiveram difeito a informação. O presidente do conselho da administração referiu que a empresa está ainda "muito longe de ter o serviço" que gostaria "de prestar" aos seus clientes. "Temos alguns temas pendentes, como a estação de Arroios que continua fechada [desde julho de 2017] e as obras ainda não começaram. Recebemos as propostas há pouco tempo e esperamos consignar no fim de setembro, e em outubro arrancar com a obra. É uma obra que tem um atraso tremendo – lançámos o primeiro concurso em meados de 2017 – , tivemos o azar de a empresa não ter conseguido assumir os seus compromissos. Tivemos que anular o concurso. É o problema das obras públicas", queixou-se Domingues dos Santos.

O presidente do conselho justificou esta demora com a complexidade das obras. "O metro tem este anátema, as suas obras demoram sempre muito. Andar lá por baixo é sempre complicado, são obras muito complexas", explicou, lembrando ainda que o metro precisa de cuidados continuados e que todos os anos há acertos a fazer, o que representa " todos os anos, um volume de investimento significativo" para garantir um serviço de qualidade.

O Metro de Lisboa está ter um aumento de 8% na procura pelos serviçosdevido aos novos passes únicos para a circulação na Área Metropolitana de Lisboa. Com os preços mais baixos, a receita está a subir 2%, ou seja, "não está a acompanhar, mas está mais ou menos dentro daquilo que esperávamos", revela o presidente do Metro de Lisboa, que considerou a medida dos novos passes um grande sucesso.

Segundo Domingues dos Santos, para existir uma rede que corresponda às necessidades dos utentes da capital são necessários "100 milhões de euros por ano". "Com estes atrasos todos que temos tido, no ano passado fizemos 40 milhões de investimento, este ano a ver se conseguimos fazer 50 ou 60 milhões", confessou à rádio Observador.

"No período até 2015, os investimentos foram adiados e os problemas foram-se acumulando. Passamos 2017 e 2018 a recuperar material circulante. Agora, temos outras coisas a rever, como escadas rolantes, que já têm uma média de idades de 16 anos e nós temos 224 escadas rolantes", concluiu.

Por Sábado
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