Novo dia de luta dos 'coletes amarelos': quase mil detidos e mais de 115 feridos

Confrontos em Paris duram várias horas, com a polícia a utilizar gás lacrimogéneo e canhões de água

Paris coletes amarelos
Paris coletes amarelos
Paris coletes amarelos

Mais de 125 mil pessoas saíram às ruas de França, este sábado, no quarto capítulo dos protestos do movimento dos "coletes amarelos". Segundo o Ministério do Interior francês, só em Paris estiveram 10 mil manifestantes. As autoridades identificaram 1385 pessoas, das quais 974 ficaram sob custódia policial. Os confrontos entre manifestantes e autoridades provocaram 118 feridos, incluindo 17 elementos das forças de segurança.

Ao meio dia, o governo francês tinham indicado que estavam a manifestar-se cerca de 31 mil pessoas em toda a França, das quais 8 mil em Paris.

No total foram mobilizados para todo o território francês 89 mil membros das forças da ordem, 8 mil dos quais para Paris, quase tantos quanto os manifestantes.

Veículos blindados da polícia militarizada foram excepcionalmente mobilizados para a capital francesa e circularam para dissuadir os manifestantes ou destruir barricadas.

Os confrontos no centro de Paris duram várias horas, com a polícia a utilizar gás lacrimogéneo e canhões de água, sendo que várias montras foram partidas e uma galeria comercial foi atacada.

Parte das medidas de segurança das forças policiais planeadas para a manifestação dos "coletes amarelos" foram colocadas na Internet. Segundo fonte judicial, o Ministério Público de Paris abriu uma investigação para identificar a origem da divulgação desta informação. "Um memorando do DSPAP (Departamento de Segurança e Proximidade com a Aglomeração) relativo ao dispositivo foi divulgado na internet. Trata-se de uma nota técnica que foi amplamente distribuída", referiu. 

Acusada de incitar os "coletes amarelos" a actos de violência, a presidente da União Nacional, Marine Le Pen, pediu ao presidente francês, Emmanuel Macron, "respostas fortes" face ao "sofrimento social" dos manifestantes. "É preciso que [Mácron] tome consciência do sofrimento social e lhe dê respostas fortes e imediatas", afirmou em Bruxelas, à margem de um encontro sobre o Pacto Global para a migração, organizado pelo partido nacionalista flamengo Vlaams Belang, no qual participa também Steve Bannon, ex-conselheiro de Donald Trump. "Apelo uma vez mais ao Presidente da República para ter em conta o sofrimento que é manifestado e dar-lhe uma resposta", insistiu, pedindo também a Macron para não ficar fechado no Eliseu e calado.

As manifestações em França iniciaram-se depois do presidente francês e o seu governo terem anunciado que não iriam abdicar do imposto adicional sobre os combustíveis, justificando esta decisão como uma medida de combate às alterações climáticas. Entretanto, o governo já anunciou que voltava atrás, mas as manifestações não cessaram, agora com o alvo apontado a Macron e à sua demissão.

Outras exigências feitas pelos manifestantes são o fim dos sem-abrigo em Paris, a pensão mínima subir para os 1.200 euros, aumentar o salário mínimo para os 1.300 euros, rendas mais baratas, principalmente para os estudantes, terminar com o trabalho precário, proibir as deslocalizações das empresas francesas e ainda reduzir a idade de reforma para os 60 anos e para os 55 anos para todos os profissionais de trabalho físico.

Autor: Sábado

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