O amor de Nicolau Breyner ao clube da Luz
"Defendo o clube até quando se marcam golos com a mão", dizia.
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Em 2003, Nicolau Breyner transportou para o grande ecrã o seu amor pelo Benfica. "Sou um fanático do Benfica e nisso igual ao Malarranha. Defendo o clube até quando se marcam golos com a mão. Mas não sou cego, nem fundamentalista", afirmara Nicolau Breyner em 2003, a Record, na véspera de estrear o filme "Os imortais", de António Pedro-Vasconcelos, no qual deu vida a Joaquim Malarranha, um polícia adepto das águias, que lia o Record.
Na altura, Nicolau Breyner confessava ser apoiante de Luís Filipe Vieira, que dois dias antes tinha sido eleito 33.º presidente dos encarnados: "É claro que o Benfica é um clube imortal. Ás vezes os problemas da equipa são de gestão, mas espero que as coisas mudem com Luís Filipe Vieira, em quem votei."
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No entanto, em 2012, e após ter perdido o campeonato nacional, o ator não poupou críticas, nem ao presidente nem ao treinador Jorge Jesus. Falava mais alto o seu clubismo.
"Detesto falar do que não sei. Mas acho que vendemos jogadores de forma demasiado fácil … Depois houve opções que me parecem falhas de bom senso. Chegámos a ter cinco pontos de avanço e é perfeitamente ridículo perdermos um campeonato assim. Estou muito zangado com quem é responsável por isto", dizia.
Benfiquista desde sempre – "sou adepto fervoroso desde os 3 ou 4 anos", dizia –, Nicolau Breyner recordava como melhores memórias do Benfica que viu e aprendeu a gostar "as tardes de glória" no antigo estádio.
Como presidente de um clube de futebol
Nicolau Breyner foi o benfiquista Joaquim Malarranha em 2002 e cinco anos depois, o ator voltou a interpretar no grande ecrã uma personagem ligada ao futebol nacional. Em 2007, Nicolau Breyner vestiu a pele de Presidente no filme "Corrupção", uma adaptação ao livro "Eu, Carolina", sobre os meandros do futebol português, escrito pela antiga companheira do líder do FC Porto Jorge Nuno Pinto da Costa, Carolina Salgado.