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Presidente norte-americano recomendou ainda que se investigue quem financia este movimento
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou na quarta-feira os Antifa como uma organização terrorista, na sequência do assassinato do conservador pró-Trump Charlie Kirk. Na sua declaração, feita via Truth Social, o presidente norte-americano recomendou ainda que se investigue quem financia este movimento.
"Tenho o prazer de informar os nossos muitos patriotas americanos que estou a designar o 'Antifa', um desastre doentio e perigoso da esquerda radical, como uma organização terrorista. Recomendo também vivamente que aqueles que financiam o 'Antifa' sejam investigados minuciosamente, de acordo com os mais elevados padrões e práticas legais", escreveu o republicano.
As origens do Antifa - abreviação de "anti-fascista" - remontam à década de 1930 na Europa, sendo que o grupo conseguiu expandir-se para os Estados Unidos na década de 1980, de acordo com o jornal Times of India. No entanto, foi nos protestos Black Lives Matter, que se seguiram à morte de George Floyd, em maio de 2020, às mãos do agente da polícia de Minneapolis Derek Chauvin, que o movimento começou a ter maior reconhecimento internacional, escreve o The Economic Times.
Embora a maioria dos protestos ligados ao movimento Antifa fossem pacíficos, houve quem recorresse à violência. Em 2016, o grupo confrontou um neo-nazi em Sacramento, na Califórnia, e no ano seguinte os seus membros atacaram indivíduos de extrema-direita na Universidade da Califórnia, segundo o canal NDTV. Já em julho de 2019, William Van Spronsen, um autoproclamado membro dos Antifa tentou bombardear o centro de detenção do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA, em Washington.
Desde então que o grupo é frequentemente apontado pelos líderes políticos e imprensa mais ligados à direita como um dos principais instigadores de atos violentos nos Estados Unidos. O movimento de "esquerda radical" é composto maioritariamente por ativistas que se manifestam contra o fascismo, racismo, homofobia, xenofobia, autoritarismo, entre outros. Entre os seus membros há também quem rejeite o capitalismo.
Apesar de ser descrito como um grupo organizado, desconhece-se a sua liderança. Os indivíduos organizam-se de forma autónoma e muitas das vezes comunicam entre si de forma informal, através das redes sociais ou plataformas de comunicação encriptadas, segundo o The Economic Times.
Nos protestos, os seus membros surgem sempre vestidos de preto com máscaras e há quem use armas caseiras, como explosivos. O símbolo associado ao Antifa inclui a combinação de duas bandeiras: uma vermelha e uma preta, em representação das tradições comunistas e anarquistas e as suas atividades mais comuns incluem: pesquisar e divulgar publicamente os nomes dos organizadores de extrema-direita (doxing), organizar contra-protestos em eventos de extrema-direita e envolvimento em confrontos físicos com grupos opostos.
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