Pandemia dita quebra recorde de 16,3% do PIB português

Ligeiramente menos do que o avançado pelo INE no final de julho

Praça do Comércio. Lisboa
Praça do Comércio. Lisboa

A economia portuguesa contraiu 16,3% no segundo trimestre deste ano, face ao mesmo período do ano passado, ligeiramente menos do que o avançado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) no final do mês de julho.

Na segunda estimativa divulgada esta sexta-feira, 14 de agosto, o resultado é revisto em alta em 0,2 pontos percentuais – de 16,5% para 16,3% - mantendo-se, ainda assim, como uma contração sem precedentes na economia portuguesa, olhando à atual série do INE, que teve início em 1999.

Em relação aos três meses anteriores, o trimestre do confinamento e do Estado de Emergência saldou-se numa quebra do PIB de 13,9%, o que traduz, igualmente, uma melhoria de 0,2 pontos percentuais face à anterior projeção.

O INE explica que o resultado é explicado, em larga medida, pelo contributo negativo da procura interna "refletindo a expressiva contração do Consumo Privado e do Investimento".

"O contributo da procura interna para a variação homóloga do PIB passou de -1,2 pontos percentuais no 1º trimestre, para -11,9 pontos percentuais. O consumo privado e o Investimento apresentaram uma forte contração no 2º trimestre, tendo o consumo público também diminuído em volume", detalha o INE.

Na mesma medida, o contributo da procura externa líquida foi mais negativo do que no primeiro trimestre, "traduzindo a diminuição mais significativa das Exportações de Bens e Serviços que a observada nas Importações de Bens e Serviços, devido em grande medida à quase interrupção do turismo de não residentes".

A ligeira melhoria da estimativa face à projeção avançada no final de julho é justificada pelo INE com a integração de informação primária adicional, "nomeadamente relativa ao comércio internacional de bens e serviços em junho".



(Notícia em atualização)

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