Parlamento aprova 13.º estado de emergência

Críticas a desconfinamento opaco

O Parlamento aprovou o 13.º estado de emergência a contar desde o início da pandemia. O decreto presidencial de renovação do regime de exceção foi uma vez mais aprovado com os votos a favor dos deputados de PS, PSD, CDS e da deputada não inscrita Cristina Rodrigues, a abstenção do Bloco de Esquerda e os votos contra de PCP, PEV, Chega, Iniciativa Liberal e da deputada não inscrita Joacine Katar Moreira. 

A aprovação foi acompanhada de críticas ao Governo, não só da parte de partidos que se opuseram ao prolongamento do estado de emergência, mas também de forças que votaram favoravelmente. No essencial, as críticas foram dirigidas à impreparação com que o Executivo vem gerindo a pandemia, à incapacidade do Governo montar atempados e efetivos processos de vacinação, rastreio e testagem, e ainda ao facto desta renovação do estado de exceção ter sido votada sem que seja conhecido o plano de desconfinamento que irá enquadrar o funcionamento do país nas próximas semanas. 

Depois de a deputada socialista Cláudia Santos ter sinalizado a importância de ser encontrado um mecanismo legal que permita ao Governo gerir a pandemia sem, ao mesmo tempo, banalizar o recurso ao estado de emergência, foi a vez de Fernando Negrão, deputado do PSD, anotar que os sociais-democratas iriam apoiar mais um prolongamento do regime de excecionalidade.

Negrão frisou que o PSD não foi "adversário político" do Governo no que respeita ao vírus, porém fez questão de assinalar que em muitas ocasiões houve "discordância" quanto ao tempo e conteúdo das medidas governamentais e de notar que, apesar desta cooperação, o Executivo escondeu a estratégia, "se é que esta existia", de combate à pandemia.

"Nem sempre o bom senso imperou, nem sempre a ideologia esteve ausente e nem sempre se seguiram os conselhos dos especialistas", acusou reiterando descontentamento do seu partido por não lhe ter sido reconhecido "o direito de poder contribuir de forma qualificada". Razões que seriam suficientes para o PSD "simplesmente quebrar" o apoio conferido ao Governo, algo que não fez "por uma única razão: os portugueses". 

Quanto à reabertura paulatina da economia, Negrão avisou contra quem quer "atalhar caminho" com um desconfinamento apressado e insistiu na atribuição de prioridade a medidas que permitam "rastrear em tempo útil, identificar as cadeias de transmissão e vacinar o maior número de pessoas".

Por Negócios
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