Paulo Portas recorda "exemplo na arte e na vida"
Líder do CDS lembra contributos do realizador...
"Manoel de Oliveira é o nosso exemplo, na arte e na vida, de longanimidade: o fruto do espírito de quem tem grandeza de ânimo. Portanto, algo ainda maior do que a longevidade", referiu Paulo Portas.
Numa declaração enviada à Agência Lusa, o líder do CDS-PP e vice-primeiro-ministro afirma que o cineasta "acreditou e viveu a sua arte, com paciência perante a incompreensão e a dificuldade, com uma certa ideia de cinema, numa certa ideia de Portugal - um cinema de atores, de texto, de composição".
"Se quisermos cinema de culto, com que Manoel de Oliveira, inúmeras vezes galardoado e celebrado, premiou Portugal. A sua vida longa, esse 'capricho da natureza' como dizia, realizou no cinema 'o espelho da vida'", declarou.
"Realizador, criador e criatura - são palavras suas -, de um Portugal permanente e inesperado, morreu na Semana Santa. Por isso relembro um sermão de Padre António Vieira, cujo génio inspirou Manoel de Oliveira em palavras e utopias: 'Mortal até o pó, mas depois do pó, imortal'", afirmou.
Paulo Portas apresentou, em nome do CDS, à família e amigos do cineasta condolências e "admiração firme perante a sua vida e obra".
O último filme do cineasta foi a curta-metragem "O velho do Restelo", "uma reflexão sobre a Humanidade", estreada em dezembro de 2014, por ocasião do 106º aniversário.