Plano da DGS para o outono-inverno já foi publicado: confira todas as medidas

Reforçar stocks e manter reserva estratégica de medicamentos e adaptar áreas dedicadas à Covid-19 em áreas para doentes respiratórios entre as medidas

covid, coronavírus, doente, paciente
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A Direção Geral da Saúde (DGS) publicou esta segunda-feira o Plano da Saúde para o Outono-Inverno 2020-21 com especial enfoque na epidemia de Covid-19, mas também antecipando os desafios da época gripal que se avizinha.

Nas linhas de ação estão definidas medidas como "adaptar as atuais Áreas Dedicadas à Covid-19 em Áreas Dedicadas aos Doentes Respiratórios e os circuitos de internamento hospitalar para diferentes fases da resposta", "reforçar os stocks e manter a reserva estratégica de medicamentos, dispositivos médicos, equipamentos de proteção individual e testes laboratoriais" ou ainda "consolidar o plano de intervenção em estruturas residenciais para idosos".

Nos objetivos do plano refere-se que este "pretende mobilizar todos os agentes do sector da saúde e o país para o período exigente que se avizinha e que requer uma resposta conjunta e participada. Como tal, não se trata de um documento fechado e será alvo de revisão e atualização bimestral, de forma a acompanhar a evolução epidemiológica e os contributos dos diversos intervenientes".

Para a resposta não Covid-19, a DGS propõe a definição de unidades hospitalares "Covid-19 free". Aumentar a hospitalização em casa e de avaliação pré-operatória em modelo drive-through. O Plano prevê também a formalização de uma task-force, na dependência do Ministério da Saúde, de resposta não-Covid-19 e uma maximização da resposta nos cuidados de saúde primários, com atendimento presencial, não-presencial e domiciliário.

No documento está prevista também a monitorização e análise do estado da saúde para além do Covid-19, "nomeadamente a vigilância da mortalidade global e das doenças não transmissíveis", refere o documento.

O Plano da Saúde para o Outono-Inverno 2020-21 pretende mobilizar todos os agentes do sector da saúde e o país para o período exigente que se avizinha e que requer uma resposta conjunta e participada, pode ler-se no documento. O documento será "alvo de revisão e atualização bimestral, de forma a acompanhar a evolução epidemiológica e os contributos dos diversos intervenientes".

Novo sistema de vigilância para infeções respitarórias agudas
Portugal vai adaptar os atuais sistemas de vigilância sentinela da gripe à Covid-19. Dando assim resposta às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Centro Europeu para a Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) está em desenvolvimento "um sistema de vigilância sentinela de infeções respiratórias agudas, sob a coordenação do INSA [Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge]". Este sistema vai permitir obter informação mais detalhada de uma amostra de casos de infeção respiratória aguda que permita identificar os fatores de risco de infeção por SARS-CoV-2 e estimar a efetividade da vacina contra a COVID-19 (quando disponível), explica o documento hojedivulgado.
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