Polícia espanhola faz buscas na sede do PSOE em Madrid

Operação está relacionada com o caso SEPI, um esquema de corrupção que envolve um ex-membro do partido

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Pedro Sánchez discursa no Parlamento sobre sua permanência no cargo
Pedro Sánchez discursa no Parlamento sobre sua permanência no cargo • Foto: Lusa/EPA
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A Unidade Operacional Central (UCO) da Guarda Civil espanhola está a realizar buscas na sede do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) em Madrid. Segundo o 'El País', a operação está relacionada com o caso SEPI, um esquema de corrupção que envolve a ex-membro do PSOE e funcionária pública Leire Díez.

Os agente da Guarda Civil estão a realizar buscas domiciliárias, nomeadamente nas residências dos ex-líderes do PSOE Gaspar Zarrías e Santos Cerdán, bem como do empresário Javier Pérez Dolset.

O caso SEPI já levou à prisão Leire Díez, assim como o ex-presidente da SEPI (Empresa Estatal de Participações Industriais), Vicente Fernández Guerrero, e o empresário Antxon Alonso, proprietário da Servinabar e amigo de Santos Cerdán, ex-secretário de Organização do PSOE, por crimes de improbidade administrativa, peculato, tráfico de influência e crime organizado. A investigação revelou que os três formaram uma estrutura para arrecadar comissões ilegais, entre 2021 e 2023, com a ajuda de "diversos funcionários públicos". O trio comunicava-se por WhatsApp, num grupo intitulado Hiruro (que significa "nós três" em basco) para comunicarem.

No total, a investigação centra-se em cinco transações que somam 132,9 milhões de euros em subsídios e contratos.

Alguns minutos depois de a operação ter sido anunciada, o líder da oposição, Alberto Núñez Feijóo, apelou a eleições antecipadas. “Estamos numa situação desesperadora; estamos a questionar a decência não só do governo, não só do Partido Socialista, mas já começamos a enfrentar o risco de contágio”, disse Feijóo nos corredores do Congresso. Dentro da Câmara, o primeiro vice-primeiro-ministro e ministro da Economia, Carlos Cuerpo, defendeu “tolerância zero para qualquer tipo de comportamento irregular ou ilegal” e pediu “respeito aos processos judiciais e à presunção de inocência”, cita o El País.

Recorde-se que o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, é secretário geral do PSOE.

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