Polícia francesa usou granadas de gás contra manifestantes que prometeram o "apocalipse"

Há ainda suspeitas de que haja elementos de black blocs nas manifestações

A polícia francesa estava pronta para os protestos em Paris, a capital francesa, neste Primeiro de Maio. As forças policiais suspeitavam que grupos violentos pudessem aproveitar as manifestações contra o presidente Macron para causar distúrbios. Foram disparadas granadas de gás contra alguns grupos de manifestantes em que se encontram coletes amarelos.

Há ainda suspeitas de que haja elementos de black blocs nas manifestações. Os black blocs são militantes radicais que por norma se vestem de preto, com cara tapada e luvas. As imagens mostram dezenas de manifestantes assim vestidos entre os populares.
 
Perante a ameaça de uma tarde tensa devido à afluência de 'black blocs' vindos de toda a Europa para perturbar este protesto, os controlos em Paris e nos seus arredores começaram na tarde de terça-feira e só esta manhã já tinham sido detidas 35 pessoas, assim como apreendidas armas brancas e materiais usados para a elaboração de cocktails molotov.

O cortejo do 1.º de Maio, organizado tradicionalmente pelas forças sindicais e este ano reforçado pelo movimento dos coletes amarelos, vai percorrer esta tarde as ruas da capital francesa entre a estação de Montparnasse e a Praça d'Italie, concentrando-se assim na margem esquerda do Sena.

Junto à Gare de Montparnasse os manifestantes estão a ser revistados e em diferentes entradas da capital os veículos estão a ser mandados parar, os condutores identificados e material suspeito está a ser apreendido.

Há 7.400 agentes da autoridade destacados para este protesto.

No entanto, entre os manifestantes que estão identificados com 'coletes amarelos' e os que pertencem aos sindicatos, vários indivíduos estão de cara tapada e vestidos de negro, indicando que a manifestação foi infiltrada pelos 'black blocs', podendo degenerar em confrontos violentos com a polícia.

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