Portugal é o segundo país do mundo com mais utilizadores atacados com spam e phishing

À frente dos portugueses mantêm-se apenas os utilizadores brasileiros

• Foto: EPA

Portugal ocupa o segundo lugar no ranking mundial de número de utilizadores mais atacados por spam e phishing, de acordo com um estudo da Kaspersky Lab.

Os utilizadores portugueses sofreram 22,63% dos ataques de spam e phishing a nível global, ou seja, quase um quarto dos mesmos. O país subiu desta forma do terceiro para o segundo lugar em 2018, ultrapassando a Austrália.

"As técnicas de spam e phishing ainda são muito utilizadas pelos hackers para atacar as empresas", explica a Kaspersky Lab em comunicado, pois "o e-mail corporativo é o primeiro acesso para infraestruturas corporativas". As multinacionais estabelecidas em Portugal terão sido as maiores vítimas destes ataques em território nacional.

Em 2018, as empresas portuguesas terão sofrido 120 milhões de tentativas de ataques através de emails maliciosos. Os hackers utilizaram técnicas como simular o envio de comunicações com origem em grandes empresas, nomeadamente bancos ou outras entidades financeiras, diz a Kaspersky. As novas regras de proteção de dados também serviram de desculpa para tentar enganar os utilizadores. A nível global, as empresas que os hackers atacaram foram a Microsoft, o Facebook e o PayPal.

O conselho deixado pela firma de análise de dados é que as empresas invistam na proteção das caixas de correio eletrónicas dos colaboradores. "Medidas preventivas, como educar os colaboradores sobre ameaças online são extremamente importantes. No entanto, as empresas devem garantir, também, uma proteção específica nos seus servidores de email e gateways", comenta Alfonso Ramírez, diretor geral de Kaspersky Lab Iberia.

À frente de Portugal fica o Brasil, que sofreu 28,28% dos ataques. Na restante lista dos 10 países mais atacados, estão presentes a Austrália, Argélia, Ilha da Reunião, Guatemala, Chile, Espanha, Venezuela e Rússia. Dentro de uma ampla gama de diferentes setores, verificou-se que 24% dos ataques foram feitos contra portais da internet.

Autor: Negócios

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