Prémio máximo do Euromilhões sobe para 200 milhões em 2020

Mais de três anos depois da última revisão, a legislação sobre o Euromilhões vai ser alterada

Mais de três anos depois da última revisão, a legislação sobre o Euromilhões vai ser alterada para aumentar de 190 para 200 milhões de euros o prémio máximo que se pode manter durante quatro concursos, neste que continua a ser um dos jogos mais populares em Portugal.
 

Esta mudança consta de uma portaria publicada em Diário da República esta segunda-feira, 2 de dezembro, na qual o Governo frisa como "oportuna" esta atualização que mexe nas "percentagens de alocação das receitas às categorias de prémios e ao fundo de reserva, bem como no aumento faseado do valor máximo que o jackpot pode atingir".

 

Assinado pela nova ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança, Ana Mendes Godinho, que no anterior Executivo tutelava a área do Turismo, este diploma apenas produz efeitos para as "apostas registadas para participarem a partir do sorteio de 4 de fevereiro de 2020 inclusive".

Disponibilizado em nove países europeus – Portugal, Espanha, França, Reino Unido, Áustria, Bélgica, Irlanda, Luxemburgo e Suíça –, o Euromilhões continua a ser um dos jogos mais populares entre os portugueses, embora tenha sido já ultrapassado pelas lotarias instantâneas, conhecidas por "raspadinhas", que já captam mais de metade das receitas brutas da Santa Casa.

 

No ano passado, os portugueses gastaram ao jogo um total superior a seis mil milhões de euros, correspondente a uma média de 16,4 milhões de euros por dia e a cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB). Cerca de metade desse valor global foi captado pelos jogos sociais da Santa Casa, cujo departamento alcançou no último exercício um novo recorde de vendas brutas: 3.097 milhões de euros.

 

Porém, enquanto as raspadinhas registaram uma subida de 7,2% face ao ano anterior e o Placard também aumentou o volume de apostas em 5%, para 527 milhões de euros, em sentido contrário, as apostas mútuas, que incluem o Euromilhões, M1lhão, Totoloto e Totobola, quebraram 7% em 2018, arrecadando 908 milhões de euros. 

 

O Negócios já pediu mais detalhes sobre estas alterações ao Departamento de Jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (DJSCML), aguardando ainda uma resposta por parte desta entidade, que recentemente decidiu também "apostar" na lotaria com uma nova plataforma informática.

Por Negócios
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