Presidente da Assembleia enaltece caráter libertador de Manoel de Oliveira
"Manoel de Oliveira deixa-nos o sublime da sua arte, uma arte que a todos nos libertava na sua infinita perfeição", refere Assunção Esteves...
A presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, manifestou esta quinta-feira sua "profunda tristeza pela morte de Manoel de Oliveira" e destacou o caráter "sublime da sua arte" de realizador de cinema, que "libertava na sua infinita perfeição".
"Manoel de Oliveira deixa-nos o sublime da sua arte, uma arte que a todos nos libertava na sua infinita perfeição. Como se o cinema que criou, por todos reconhecido, fosse a memória da nossa própria transcendência e o exemplo para a projetarmos nas coisas que fazemos.", refere Assunção Esteves, numa mensagem de condolências enviada à imprensa.
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A presidente do parlamento lembra ainda a homenagem feita pela Assembleia da República a Oliveira, ligando a "sua arte à democracia e ao seu projeto emancipador."
A 19 de setembro de 2012, o parlamento homenageou Manoel de Oliveira, então com 103 anos, na abertura da sessão legislativa, numa homenagem que incluiu a projeção daquele que era então o mais recente filme do realizador, "O Gebo e a Sombra".
Na ocasião, Manoel de Oliveira deixou umas breves palavradas aos deputados: "Pelo tempo de crise que atravessamos, economizarei as minhas palavras para agradecer à Assembleia da República esta grande honra que me concedeu. Muito obrigado e viva o cinema!"
O realizador português morreu esta quinta-feira aos 106 anos.