Primeiro-ministro lamenta morte de Manoel de Oliveira
"A Cultura portuguesa perdeu uma das suas figuras maiores", lê-se numa nota divulgada pelo gabinete de Passos Coelho
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, expressou esta quinta-feira, em seu nome pessoal e em nome do Governo, pesar pela morte do cineasta Manoel de Oliveira e considerou que a cultura portuguesa perdeu uma das suas figuras maiores.
"O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, em seu nome pessoal e em nome do Governo de Portugal, expressa público pesar pelo falecimento de Manoel de Oliveira. A Cultura portuguesa perdeu hoje uma das suas figuras maiores", lê-se numa nota divulgada pelo gabinete do chefe do executivo PSD/CDS-PP.
O primeiro-ministro refere-se a Manoel de Oliveira como "a figura decisiva do cinema português no século XX" e como "obreiro central da afirmação da cinematografia portuguesa a nível internacional e, através do cinema, da cultura portuguesa e da sua vitalidade".
Para Pedro Passos Coelho, "a sua capacidade de criação de novas linguagens cinematográficas e a sua paixão pela sétima arte projetaram Portugal no Mundo" e "a sua obra continuará, certamente, a influenciar gerações de realizadores, atores, produtores e praticantes do cinema em geral".
"O património cinematográfico de décadas de trabalho laborioso que nos deixa é hoje património de nós todos", acrescenta o chefe do executivo PSD/CDS-PP, apresentando condolências à família de Manoel de Oliveira "e a todos os que, de alguma forma, tiveram o privilégio de conhecer e acompanhar o homem e a sua obra".
O realizador português Manoel de Oliveira morreu esta quinta-feira aos 106 anos, no Porto.
O último filme do cineasta foi a curta-metragem "O velho do Restelo", "uma reflexão sobre a Humanidade", estreada em dezembro passado, por ocasião do 106.º aniversário.