Procurador Orlando Figueira detido

Suspeitas de corrupção e branqueamento

Polícia Judiciária
Polícia Judiciária • Foto: Pedro Catarino

O procurador do Ministério Público Orlando Figueira foi detido pela Polícia Judiciária por suspeitas de corrupção e branqueamento de capitais, disse à Lusa fonte ligada ao processo.

Os factos em investigação indiciam suspeitas de corrupção passiva na forma agravada, corrupção activa na forma agravada, branqueamento e falsidade informática, refere um comunicado da Procuradoria-Geral da República (PGR).

De acordo com a PGR, o detido - cujo nome não menciona - será presente ao juiz de instrução criminal para primeiro interrogatório judicial.

A nota da PGR acrescenta que o Ministério Público do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) está a realizar buscas a domicílios, a escritórios de advogados e a instituições bancárias, na qual participam onze procuradores da República, oito juízes e seis dezenas de elementos da Polícia Judiciária.

A PGR refere que, em causa, está o recebimento de contrapartidas por parte de um magistrado do Ministério Público (em licença sem vencimento de longa duração desde setembro de 2012) com a finalidade de favorecer interesses de suspeito, em inquérito cuja investigação dirigia.

Nesta investigação, o Ministério Público é coadjuvado pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) da PJ.

Entretanto, o Correio da Manhã adianta que Orlando Figueira terá recebido luvas superiores a um milhão de euros para encerrar, sob o pretexto da "falta de provas", processos relacionados com altas figuras de Angola - arquivando diretamente, como fez, ou levando ao arquivamento posterior de cerca de uma dezena de inquéritos que corriam, até 2012, sob a alçada do magistrado no DCIAP.

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