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Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos
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A Proteção Civil alertou esta quinta-feira para o risco agravado de inundações e cheias, na sexta-feira e no sábado, devido à subida dos caudais da maioria dos rios e às descargas de barragens espanholas.
A continuação da chuva "intensa registada nos últimos dias" provocará a subida dos caudais dos rios e pode levar a cheias provocadas pelo transbordo do leito de alguns cursos de água, rios e ribeiras, segundo o comunicado da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
Com base na informação que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) disponibilizou à ANEPC, os caudais dos rios vão manter-se elevados, em particular a bacia do Tejo, com uma "tendência de subida significativa", destacando-se os rios Zêzere, Nabão e Sorraia.
Os caudais também vão manter-se elevados e com tendência para subir no Rio Minho, Rio Lima, Rio Cávado, Rio Douro, Rio Vouga, Rio Mondego, Rio Lis, Rio Sado, Rio Guadiana, Ribeiras do Arade e as ribeiras do Algarve.
A Proteção Civil alertou também para o risco de inundações em áreas urbanas e para a formação de lençóis de água.
O corte do trânsito em algumas vias rodoviárias, por estarem submersas e derrocadas são outros efeitos da depressão Leonardo que poderão ocorrer, segundo a nota.
A Proteção civil alertou ainda para a presença de objetos soltos arrastados para as vias rodoviárias e para possibilidade estruturas móveis ou mal fixadas se soltarem devido às cheias e inundações, sendo que estes objetos e estruturas podem causar acidentes rodoviários.
Em relação às medidas preventivas, a ANEPC apelou às pessoas que desbloqueiem os sistemas de escoamento, ou seja, que retirem os objetos que possam ser arrastados pela água para as estradas e que prejudiquem o funcionamento dos sistemas.
A Proteção Civil pediu também que a população evite qualquer tipo de atividade próxima de linhas de água, em especial nas zonas com histórico de inundações.
A ANEPC apelou ainda para que as pessoas não estacionem veículos em zonas historicamente inundáveis e não atravessem locais inundados, evitando que cidadãos ou carros sejam arrastados para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas.
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Na nota, a Proteção Civil pediu a retirada de animais de zonas inundáveis e "especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas próximas de linhas de água, devido ao risco de queda de ramos e/ou árvores arrastados pelas águas".
Onze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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