Protesto dos suinicultores pode paralizar Lisboa

Muitas dificuldades na Segunda Circular

O protesto dos suinicultores está já a causar grandes complicações no trânsito, nomeadamente na Segunda Circular. São esperados em Lisboa 300 camiões vindos de todo o País e as dificuldades deverão alargar-se a várias zonas da cidade.

"Queremos alertar o poder político, está um setor inteiro à beira do colapso", disse o presidente da Federação Portuguesa de Associações de Suinicultores, Vítor Menino, à Lusa, acrescentando que o ministro da Agricultura, Capoulas Santos, já manifestou a intenção de receber os representantes dos suinicultores ainda hoje à tarde.

O Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) da PSP confirmou à Lusa que está a "fazer o acompanhamento e a monitorização" da manifestação dos suinicultores.

Em relação ao trânsito, o porta-voz do Cometlis, o comissário Rui Costa, disse que a PSP vai adequar a sua atuação e decisão em função das circunstâncias e da evolução da manifestação e referiu que os manifestantes pretendem dirigir-se ao Ministério da Agricultura, no Terreiro do Paço, para entregar um manifesto.

Há já alguns manifestantes no Terreiro do Paço, incluindo famílias com crianças que se fazem acompanhar também de dois leitões bebés dentro de uma caixa de transporte de animais, munidos de cartazes com as seguintes frases: "Sr. Ministro, os animais têm fome. Que devo fazer?" ou "Os suinicultores não querem morrer".

Os suinicultores queixam-se de que a carne de porco é vendida abaixo do custo de produção, o que torna insustentável esta indústria, e defendem que a medida que pode tirar o setor da crise é o fim do embargo da União Europeia à Rússia, exigindo maior pressão do Governo sobre a Europa nesse sentido.

O ministro da Agricultura, Capoulas Santos, que se reúne na segunda-feira com os seus homólogos dos países da União Europeia, disse à agência Lusa que vai propor o "estabelecimento de um regime de quotas de produção" que, no caso do setor leiteiro, ao limitar a produção, permitiu nas últimas décadas manter os preços equilibrados".

O governante adiantou que vai defender apoios acrescidos à armazenagem, limiares de preços para produtos como o leite em pó e a manteiga e outras medidas temporariamente limitadoras da produção, como a redução do número de fêmeas reprodutoras no setor da carne de porco, e apoios à produção por cabeça de gado.

Por Lusa
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