PS relembra a "luta intransigente pela liberdade criativa" do cineasta
"Teve um reconhecimento internacional que muitas vezes tardou a ser concretizado em Portugal", considerou Inês de Medeiros...
A vice-presidente da bancada socialista Inês de Medeiros considerou esta quinta-feira que Manoel de Oliveira foi um exemplo de luta em defesa da liberdade criativa e sustentou que Portugal e os artistas portugueses lhe devem muito.
"Manoel de Oliveira foi um dos mais extraordinários artistas, mas importa também recordar a pessoa que era, a sua luta intransigente pela liberdade criativa, a sua resistência a todos os anos em que não pôde filmar, a forma dedicada como sempre resistiu, não cedeu e defendeu aquilo que entendeu que devia ser a sua arte", declarou.
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Inês de Medeiros lembrou a frase de Manoel de Oliveira de que o cinema o mantinha em vida - "e a sua vida foi muito longa" - e a forma como o realizador portuense sempre defendeu os seus parceiros cineastas.
"Manoel de Oliveira levou o nome de Portugal para todo o Mundo, teve um reconhecimento internacional que muitas vezes tardou a ser concretizado em Portugal. Portugal deve-lhe muito. Os artistas portugueses devem-lhe muito", disse, antes de aludir ao facto de ter deixado como obra 36 longas metragens.
De acordo com Inês de Medeiros, este é um momento para recordar a pessoa de Manoel de Oliveira, o seu "talento, a generosidade, a intransigência, a defesa da arte, a defesa dos princípios e a defesa da liberdade".
"Deixo um agradecimento por tudo o que fez e uma mensagem de pesar à sua família e aos seus muitos amigos", acrescentou.