PSD ganhou quase 4.000 novos militantes desde eleição de Rio

Nos primeiros sete meses da nova liderança, quase metade das inscrições no partido é de pessoas até 30 anos

rui rio madeira
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O PSD divulgou esta quinta-feira, 2 de Agosto, a inscrição de 3.859 pessoas como militantes do partido desde as eleições directas realizadas a 13 de Janeiro de 2018, em que Rio Rio venceu Pedro Santana Lopes com 54% dos votos.

 

Quase metade (45%) destes novos militantes são jovens com menos de 30 anos, sublinharam os social-democratas numa nota de imprensa, acrescentando que esta "é uma demonstração de que a juventude acredita no projecto político que Rui Rio está a construir para Portugal".

 

O barómetro político da Aximage para o Negócios e Correio da Manhã, referente a Julho, mostrou que o PSD não consegue descolar do segundo lugar nas intenções de voto para as eleições legislativas de 2019, fixando-se nos 27,2% após uma ligeira quebra de seis décimas face ao mês anterior. Na liderança continua o PS, que subiu dois pontos face a Junho e registou 39%. Um resultado que, ainda assim, obrigaria Costa a repetir a "geringonça" ou a procurar apoio à direita para governar com maioria no Parlamento.

No ano passado, em que se realizaram eleições autárquicas e ainda com Pedro Passos Coelho na presidência, os donativos entregues ao PSD foram 14 vezes superiores aos de 2016, passando de 61 mil euros para 881 mil euros. A análise feita pelo Negócios mostrou que é preciso recuar até 2013 para encontrar um montante de donativos tão grande para este partido.

Mudanças na admissão e transferência de militantes

 

A 30 de Maio, em Leiria, o Conselho Nacional aprovou um novo Regulamento de Admissão e Transferência de Militantes, cuja admissão pode ser realizada presencialmente ou através da Internet e que, segundo os estatutos do partido, podem ser portugueses "no pleno gozo dos seus direitos políticos" ou estrangeiros residentes em território nacional "a quem tenha sido reconhecido, por lei, direito de voto".

 

O secretário-geral do PSD, José Silvano, descreveu na altura da aprovação que neste novo regulamento impõe "condições objectivas para que as secções se pronunciem sobre a expulsão" e também prazos para encurtar a emissão de pareceres. "Até aqui, a secção recebia e podia evocar qualquer motivo subjectivo para que o militante não fosse admitido. Neste momento, constam do regulamento todas as eventuais causas que têm de obedecer à respectiva não admissão. Isto tira a subjectividade à admissão", detalhou.

 

Por outro lado, o dirigente laranja explicou, citado pela Lusa, que se "até aqui bastava estar três meses inscritos numa secção e podiam pedir a transferência para a outra", votando nas duas, estas novas regras impõem um prazo de três anos para evitar que isso aconteça. Ou seja, concluiu, "mesmo que se peça a transferência, [o militante] não pode votar nas eleições da outra secção para onde pede a transferência".

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