PSD vai votar a favor da moção de censura ao Governo

PCP e PS já anunciaram que vão votar contra

O PSD vai votar a favoravelmente a moção de censura ao Governo anunciada na passada sexta-feira pelo CDS-PP. A notícia foi avançada esta segunda-feira pela Rádio Renascença.

"Não tem muito sentido nós estamos, por um lado, a dizer que estamos contra o Governo, por outro, estarmos a fazer oposição e, por outro lado, não secundar a posição do CDS. Muito provavelmente a posição de que vamos tomar - se nada mudar- é precisamente de votar a favor da moção do CDS", revelou o vice-presidente do PSD, David Justino, em declarações à Renascença.

O líder do PSD, Rui Rio, tinha-se escusado a comentar, no sábado, a moção de censura ao Governo apresentada pelo CDS-PP para "não dispersar as atenções" da primeira Convenção Nacional do Conselho Estratégico social-democrata, prometendo deixar um comentário para depois de domingo.

O Bloco de Esquerda, o PCP e o PS já anunciaram que iriam votar contra a moção de censura.

Para a moção de censura ser aprovada tem que recolher 116 votos favoráveis. Os grupos parlamentares do PSD e do CDS têm, atualmente, 107 deputados. Caso a moção de censura for provada, o Governo terá de cair.

Esta será a segunda moção de censura ao Governo minoritário do PS, chefiado por António Costa, ambas apresentadas pelo CDS-PP, e será a 30.ª em 45 anos de democracia, após o 25 de Abril de 1974. A primeira moção de censura que Costa teve de enfrentar foi aquando dos incêndios de 2017 em que morreram mais de uma centena de pessoas.

"Governo está esgotado", começa por ler-se no texto da moção de censura a que a SÁBADO teve acesso e que descreve um primeiro-ministro "que paga o preço de não cumprir as promessas que fez, o que gerou o desânimo e minou a paz social".

"Ao mesmo tempo que afirmava o discurso do "virar a página da austeridade", cresceram os impostos indiretos e as cativações; ao mesmo tempo que falava na importância do investimento publico e da melhoria dos serviços sociais", lê-se no texto, que descreve esta legislatura como uma oportunidade perdida, porque "começou com a economia do País a crescer, o desemprego em queda e com o ambiente internacional favorável" sem que fossem feitas reformas.

" O que corre bem no país é apesar do Governo e não graças ao Governo."

Autor: Negócios


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