Quase metade da hotelaria encerrou em novembro

Atividade turística derrapa

A atividade turística voltou a acentuar as quedas durante o mês de novembro
A atividade turística voltou a acentuar as quedas durante o mês de novembro

A atividade turística voltou a acentuar as quedas durante o mês de novembro, prolongando o agravamento do desempenho do setor que já se verificava desde setembro. Em novembro, mostra a estimativa rápida divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) esta quarta-feira, 30 de novembro, o número de hóspedes e de dormidas caiu mais de 70% em relação ao ano passado.

Os dados do INE revelam que, durante o mês de novembro, os estabelecimentos de alojamento turístico nacionais receberam 415,7 mil hóspedes, que foram responsáveis por 950,5 mil dormidas, números que correspondem a quebras de 76,3% e 76,7%, respetivamente, face ao mesmo mês do ano passado.

Isto num período em que 46,4% dos estabelecimentos de alojamento estiveram encerrados ou não registaram qualquer movimento de hóspedes, uma percentagem que fica muito acima daquela que tinha sido registada em outubro, de 31,1%.

Numa altura em que as viagens internacionais se mantêm em níveis historicamente baixos, o mercado interno voltou a representar a maioria das dormidas em Portugal. No mês de novembro, os 293 mil hóspedes residentes foram responsáveis por 543,3 mil dormidas, uma queda de 58,6% face a igual período do ano passado.

Já os cerca de 122,6 mil hóspedes não residentes em Portugal foram responsáveis por 407,3 mil dormidas, uma redução homóloga de 85%. Todos os principais mercados externos (considerando os dados de 2019), aponta ainda o INE, apresentaram quebras superiores a 70% no número de dormidas. Em alguns casos, como a China e os Estados Unidos, as quebras ultrapassam os 90%.

O Alentejo continua a ser a região menos afetada do país, embora também aqui as quedas estejam a acentuar-se. Nesta região, foram registadas 76,7 mil dormidas em novembro, o que corresponde a uma quebra de 55%, a menos expressiva de todo o país.

Em sentido contrário, é na Área Metropolitana de Lisboa que se regista o maior impacto da pandemia. Foram registadas 216,9 mil dormidas em novembro nesta região, o equivalente a uma queda de 83,7% em relação ao ano passado.

Notícia atualizada pela última vez às 11h21 com mais informação.

Por Negócios
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