Quim Torra eleito novo presidente da Catalunha

Foi eleito com 66 votos a favor, 65 contra e quatro abstenções

Quim Torra é o novo presidente da Catalunha. Depois de não conseguir uma maioria absoluta na primeira sessão do processo de investidura, o sucessor de Carles Puigdemont, conhecido por pertencer à "ala mais dura do independentismo", tal como o El País o descreve, conseguiu uma maioria simples no parlamento catalão, o necessário para garantir a investidura na segunda ronda. 

Torra foi eleito com 66 votos a favor, 65 contra e quatro abstenções, do CUP. O novo chefe do governo regional começou por anunciar o objectivo de restaurar o presidente anterior, Carles Puigdemont, garantindo que ficará encantado se for convidado por Rajoy a ir ao Parlamento em Madrid.

Já na primeira volta, Torra havia dito que Carles Puigdemont é o presidente "legítimo" do governo regional da Catalunha e prometeu ser "leal ao mandato" para "construir um Estado independente em forma de república". E advertiu: "as forças independentistas vão persistir, insistir e investir" em Carles Puigdemont no futuro. 

Recorde-se que Torra falhou a investidura na primeira sessão, onde precisava de uma maioria absoluta (mais de 68 votos). Contudo, o novo presidente da Catalunha conseguiu o aval do parlamento à segunda ronda do processo de investidura, onde só precisava de uma maioria simples. Na sessão parlamentar iniciada às 10h30, Torra garantiu que irá lutar pela "República de todos".

No seu discurso de investidura, Torra deixou duas promessas: "Diálogo e vida. Nisto poderão sempre contar connosco."
"Temos que reconhecer as lições aprendidas se queremos avançar. E qualquer independentista reconhecerá que houve erros", disse Torra no seu discurso, fazendo um mea culpa onde incluiu ainda os seus tweets polémicos, "colocados fora de contexto, que podem ter ofendido", garantindo que "não voltará a acontecer".

Em causa estão algums tweets de Quim Torra em 2012, que diziam coisas como "evidentemente vivemos ocupados pelos espanhóis desde 1714", "os espanhóis só sabem pilhar" e "ouvir Albert Rivera a falar de moralidade é como ouvir os espanhóis falarem de democracia". Ainda na primeira volta, no passado sábado, a líder do partido unionista Ciudadanos, Inés Arrimadas, criticou Quim Torra pelos tweets. "Você representa o nacionalismo identitário e excluente. Vocês representa mais achas para a fogueira e zero auto-crítica", disse Arrimadas. "Vou encarregar-me pessoalmente de traduzir esses tweets para que na Europa tenham ideia de quem é o candidato à presidência da Catalunha", continuou. Na passada sexta-feira, Torra já havia pedido desculpa pelo tweets.

E o que podemos esperar de Torra à frente da Generalitat? De acordo com o seu discurso na primeira ronda do processo de investidura, o candidato promete uma batalha "pacífica e radical" para "construir um Estado independente em forma de república". E na primeira volta de investidura, ao dirigir-se ao parlamento catalão, o candidato à presidência prometeu uma proposta de 'constituição' da Catalunha.

Autor: Diogo Barreto e A.R.M/Sábado

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