Ricardo Salgado sobre Manuel Pinho: «Nunca na vida corrompi ninguém»

Antigo banqueiro considera que a investigação à EDP "não tem pés nem cabeça"

Ricardo Salgado considera que não fazem sentido as investigações judiciais aos contratos CMEC (Custos para a Manutenção do Equilíbrio Contratual) da EDP. 

"Este caso em particular, para mim, não tem pés nem cabeça", disse o antigo presidente do Grupo Espírito Santo (GES) aos jornalistas em Santarém esta segunda-feira.

Ricardo Salgado garantiu também que nunca fez pagamentos ilícitos a Manuel Pinho com o objectivo de ganhar benefícios para o GES. "Nunca na vida corrompi ninguém", afirmou à entrada para o Tribunal da Supervisão em Santarém.

Recorde-se que Ricardo Salgado foi constituído arguido no caso EDP a 20 de Abril, por suspeitas de benefícios de mais de 1,2 mil milhões de euros alegadamente concedidos à EDP por Manuel Pinho, quando este era ministro da Economia durante o Governo de José Sócrates, conforme avançou a revista Sábado.

O antigo banqueiro terá ordenado uma transferência de 500 mil euros para uma conta offshore de Manuel Pinho quando este estava no Governo. Este dinheiro terá servido como contrapartida para Manuel Pinho beneficiar o GES, defendem os procuradores do Ministério Público.

O PSD tomou a iniciativa no domingo de chamar Manuel Pinho ao parlamento para dar explicações sobre o alegado pagamento por parte do GES.

Já o Bloco de Esquerda quer criar uma comissão de inquérito parlamentar para analisar o alegado recebimento indevido de verbas do GES por Manuel Pinho.

Por seu turno, Manuel Pinho diz que "prestará todos os esclarecimentos", mas só depois de ser ouvido pelo Ministério Público no âmbito das investigações aos contratos CMEC.

O ex-presidente do GES está presente esta segunda-feira no Tribunal da Supervisão em Santarém para a leitura da sentença sobre o pedido de impugnação das coimas de quatro milhões e de 600 mil euros aplicadas em 2016 pelo Banco de Portugal a Ricardo Salgado e a Amílcar Morais Pires, administrador do BES, respectivamente, pela venda de títulos de dívida da Espírito Santo Internacional junto de clientes do Banco Espírito Santo (BES).

Autor: Negócios

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