Rússia aprova primeiro medicamento de combate à Covid-19

O Avifavir, conhecido como favipiravir, é um medicamento antiviral que provou ser eficaz em 90% dos casos estudados

Avifavir
Avifavir

A Rússia aprovou este fim de semana um novo medicamento contra a Covid-19, dizendo ser o "mais promissor" na luta contra a doença até ao momento e anunciando planos para que comece a ser utilizada em tratamentos já na próxima semana. 

Registado como Avifavir, este medicamento provou ser eficaz em 90% dos casos estudados. No entanto, a sua administração está vedada a mulheres grávidas. À Reuters, fonte do governo russo confirmou que começará a ser utilizado em pacientes da Covid-19 a partir do dia 11 de junho.

O Avifavir, conhecido como favipiravir, foi desenvolvido no final dos anos 90 e utilizado para combater diferentes tipos de vírus ARN, como é o caso do novo coronavírus. O Ministério da Saúde russo diz que o fármaco foi otimizado e que os detalhes das modificações seriam revelados dentro de duas semanas.

Mas a Rússia não é o único país a utilizar o Avifavir como estratégia de combate contra a Covid-19. Também o Japão tem estado a realizar testes sobre o mesmo medicamento, conhecido como Avigan em território japonês. O medicamento recebeu um fundo de 115 milhões de euros do governo nipónico liderado por Shinzo Abe, mas está ainda à espera de aprovação para o seu uso em pacientes do novo coronavírus.

Para já, a empresa por detrás do fabrico do Avifavir na Rússia está a produzir medicamentos para cerca de 60 mil pessoas por mês, com o fármaco a ter surgido na lista de medicamentos aprovados pelo governo russo no passado sábado.

As autoridades sanitárias russas dizem que o Afivavir não estará à veda em farmácias e apenas pode ser administrado em centros hospitalares.

A Rússia registou mais 9.035 novos casos de infeção, nas últimas 24 horas, e mais 162 mortes com covid-19.

No total, o número de pessoas infetadas com o novo coronavírus na Rússia é de 414.878, o que coloca o país no terceiro lugar em número de casos confirmados, depois dos EUA e do Brasil.

Por Sábado
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