Salário mínimo de 600 euros é a “posição de partida” do Governo

Vieira da Silva não fecha a porta a um valor superior

O Governo sublinha que neste momento já há consenso em concertação social para colocar o salário mínimo "pelo menos" nos 600 euros. Vieira da Silva refere que é essa a posição de partida do Governo mas não fecha a porta a um valor superior.

"600 euros é um compromisso assumido, vamos ver se com os parceiros podemos criar condições para que possa haver alguma alteração mas aquela que é a posição de partida do Governo", afirmou o ministro do Trabalho, à saída da primeira reunião de concertação social onde o assunto foi debatido.

Contudo, o ministro do Trabalho parece rejeitar a proposta das confederações patronais, que pedem contrapartidas fiscais ou outros incentivos em sede de orçamento do Estado para poderem apoiar um valor superior.

"A contrapartida da evolução do salário mínimo nacional é ele próprio, é o efeito positivo que traz para a economia", afirmou, contestando a opinião das associações patronais, que consideram que a proposta de orçamento do Estado trouxe poucas novidades relevantes para as empresas.

"Não creio que o orçamento seja contra alguém e muito menos contra as empresas: as empresas têm reduções de algumas obrigações fiscais, têm acesso a melhores condições para o investimento e acesso a melhores condições para se capitalizarem", argumentou.

O ministro sublinhou a mudança de posição dos parceiros sociais – e em particular das confederações patronais – sobre os valores que constam do Programa do Governo.

"Felizmente este ponto de partida [600 euros] já não tem nenhuma objecção de fundo de nenhum parceiro social. E esse é um grande salto em frente relativamente aos debates que tivemos há uns anos atrás. Há um consenso relativamente à importância do salário mínimo, a importância da sua subida", disse.

"Não há ainda um acordo total sobre o valor dessa subida mas isso também é um pouco a tradição dos debates em concertação social", concluiu.

Autor: Negócios




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