Carlos Melo Alves, advogado de Luís Pina, assumiu à saída do tribunal, no Campus de Justiça, não estar "surpreendido com a decisão" do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa que vai levar a julgamento o homem acusado de atropelar mortalmente o adepto italiano Marco Ficini, junto ao Estádio da Luz, em Lisboa, em abril do ano passado, assim como outros 21 arguidos.

"Se a decisão fosse bem ponderada, o meu cliente saía daqui pronunciado por um crime de negligência", afirmou.

Carlos Melo Alves assegurou aos jornalistas que, em julgamento, vai continuar a defender a tese de homicídio negligente, uma vez que nesta decisão instrutória "não está nada" que o convença do contrário.

No debate instrutório, o advogado pediu que o seu cliente fosse submetido a julgamento, mas pronunciado (acusado) de um crime de homicídio por negligência, que tem uma moldura penal de até cinco anos de prisão, e não por homicídio qualificado, crime em que moldura penal vai dos 12 aos 25 anos de cadeia.

Todos os arguidos vão aguardar julgamento em liberdade.

A sessão de hoje ficou marcada pela presença de um forte dispositivo policial, incluindo 'spotters' (responsáveis pelo acompanhamento de claques), sobretudo no exterior e nas imediações do Campus da Justiça, na zona da Expo, mas ao contrário da última sessão, onde estiveram todos os arguidos, hoje só marcaram presença os advogados e quatro dos 22 arguidos no processo.