Secretas admitem regresso de mulheres e filhos de jihadistas a Portugal

Estima-se que nos próximos meses cheguem a Portugal cerca de 20 familiares de jihadistas a viver em território controlado pelo Daesh

Burca
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Os serviços de informação portugueses acreditam que nos próximos meses cheguem a Portugal mais de 20 mulheres e filhos de jihadistas lusodescendentes que neste momento vivam em territórios dominados pelo Daesh, avança o Expresso.

A informação foi avançada por Adélio Neiva da Cruz, diretor do Serviço de Informações de Segurança, durante um seminário sobre vítimas de terrorismo na sede das secretas.

Em vez de serem detidas, estas mulheres e crianças deverão ser recebidas em Lisboa ou noutro ponto da Europa em que tenham origens sem qualquer hostilidade. De acordo com a publicação, estes recém-chegados terão ainda a possibilidade de pedir a nacionalidade portuguesa.

Ainda assim, esta situação poderá acarretar problemas sociais e judiciais, uma vez que estas mulheres podem ter contribuído (ainda que indiretamente) para o financiamento e recrutamento do Daesh. "Este regresso coloca um sério problema às forças e serviços de segurança, e ao aparelho de justiça, e levanta enormes questões sociais que urge enfrentar e resolver", afirmou Neiva da Cruz, citado pelo Expresso.

Já quanto às crianças, a situação é igualmente delicada. Várias fontes citadas pelo Expresso estimam que existam cerca de 10 a 20 crianças filhas de jihadistas com descendência portuguesa.

Notícia: Correio da Manhã

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