Serviços de streaming de música ultrapassam as vendas físicas pela primeira vez

Segundo relatório da Federação Internacional da Indústria Fonográfica

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Os serviços de streaming de música online como o Spotify ou a Apple Music cresceram nos últimos anos. A indústria musical atingiu já o terceiro ano consecutivo de ganhos nas receitas, segundo um relatório da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI, sigla em inglês) citado na Reuters.

Segundo dados divulgados no Global Music Report 2018 da IFPI, as receitas totais de 2017 atingiram os 17,3 mil milhões de dólares, aumentando 8,1% face a 2016. No ano passado as receitas em serviços de streaming representaram 38% da indústria musical, em comparação com os 29% do ano anterior.

A América Latina (17,7%) e a China (35,3%) foram as regiões que registaram o maior crescimento nas receitas da indústria musical. No entanto, os ganhos de 2017 representam apenas 68,4% do pico do mercado em 1999, de acordo com a IFPI.

Apesar de resultados actuais mais positivos, durante os 15 anos que terminaram em 2014, a indústria da música caiu cerca de 40% para 14,3 mil milhões de dólares. 

Os serviços de streaming permitem à indústria musical "atingir novas regiões do mundo" ajudando igualmente uma geração de fãs a desabituar-se à música pirateada ou grátis, segundo a Reuters.

A Federação Internacional da Indústria Fonográfica acredita que os governos devem fazer mais para lidar com a "falha de valor" entre empresas como o Youtube, que fazem uso da música e aqueles que criam e investem nela.

"As coisas parecem bem mas existe uma falha estrutural no sistema. Até ser reparada, será sempre uma luta", disse o presidente executivo da IFPI, Frances Moore, citado na Reuters.

Ainda este mês a empresa sueca de streaming de música Spotify começou a negociar na Bolsa de Nova Iorque a valer 165,9 dólares por acção, o que a avalia em 29,55 mil milhões de dólares (24 mil milhões de euros).

Também foi anunciado este mês de Abril que a Tencent Music, rival chinesa da Spotify, estará a preparar a entrada em bolsa  numa operação que poderá avaliar a empresa em 25 mil milhões de dólares (20,3 mil milhões de euros). Segundo o The Wall Street Journal, a empresa chinesa ainda está a estudar a bolsa em que irá cotar, mas a hipótese mais provável será a de Nova Iorque.

Autor: Negócios

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