"Shutdown" que dura há mais de um mês pode estagnar crescimento dos Estados Unidos

A Casa Branca admite um "crescimento zero" dos EUA no primeiro trimestre

Os serviços públicos federais dos Estados Unidos estão parcialmente paralisados desde 22 de dezembro – ou seja, há 33 dias, naquele que é o mais longo "shutdown" de sempre no país. E o impacto, que se sente um pouco por todo o lado, está a afetar as contas do país.

Kevin Hasset, que preside ao Conselho de Assessores Económicos da Casa Branca, disse em entrevista à CNN, esta quarta-feira, que se o "shutdown" parcial do governo prosseguir até final de março, há grandes probabilidades de uma "expansão económica de zero" neste trimestre.
 
Questionado sobre se os EUA poderão registar um crescimento zero com a paralisação parcial dos serviços federais, Hasset respondeu que sim no caso de o "shutdown" se prolongar por todo o trimestre.
 
"É verdade que se tivermos um primeiro trimestre tipicamente fraco, e se o ‘shutdown’ prosseguir, poderemos acabar por ver um crescimento muito baixo ou em torno de zero", disse o conselheiro económico de Trump. Mas, sublinhou, assim que as agências federais reabram, seguir-se-á um crescimento "imenso".
 
Na semana passada, Kevin Hasset projectava, citado pelo Washington Examiner, que o "shutdown" pudesse reduzir o crescimento económico do primeiro trimestre em 0,13 pontos percentuais por semana.
 
As declarações hoje feitas por Hasset na entrevista à CNN vão ao encontro das estimativas do CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, que considera que uma paralisação ao longo de todo o primeiro trimestre do ano poderá fazer eclipsar todo o crescimento económico previsto para esse período – que se estima que ultrapasse os 2,5%.
 
Já o Fundo Monetário Internacional (FMI) considerou na semana passada que ainda é cedo para avaliar com precisão o impacto económico do "shutdown" nos Estados Unidos, mas Guerry Rice, porta-voz do Fundo, salientou que "quanto mais durar, mais significativo será o efeito".
 
Autor: Negócios

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