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Há 8 distritos em risco de ficarem sem jornais a partir de janeiro
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O Sindicato dos Jornalistas (SJ) manifestou a sua "mais profunda preocupação" face à possibilidade de a Vasp proceder a ajustamentos na distribuição diária de jornais nos distritos de Beja, Évora, Portalegre, Castelo Branco, Guarda, Viseu, Vila Real e Bragança.
"A medida anunciada, que entrará em vigor já no início de 2026, terá um impacto imediato no acesso à informação de várias regiões, especificamente no interior raiano", destacou o SJ, indicando que esta decisão "não afeta apenas o acesso à informação por parte da população, mas também compromete gravemente a estabilidade e os direitos dos jornalistas que trabalham no setor".
A administração da Vasp confirmou hoje que está a avaliar a necessidade de fazer ajustamentos na distribuição diária de jornais, no dia em que o Correio da Manhã noticiou que há "oito distritos em risco de ficarem sem jornais a partir de janeiro".
Em comunicado, a Vasp refere que "atravessa, neste momento, uma situação financeira particularmente exigente, resultante da continuada quebra das vendas de imprensa e do aumento significativo dos custos operacionais, que colocam sob forte pressão a sustentabilidade da atual cobertura de distribuição de imprensa diária", no dia em que o Correio da Manhã noticiou que há "oito distritos em risco de ficarem sem jornais a partir de janeiro".
O sindicato acredita que a possível "suspensão da distribuição afetará principalmente distritos do interior e zonas rurais do país, onde o acesso à imprensa escrita já é limitado", acrescentando que "a decisão de interromper a distribuição nestas áreas criará uma situação em que muitos leitores ficarão sem acesso regular a jornais e outras publicações jornalísticas", o que, segundo o SJ, agrava "uma situação que já é desigual e deficitária quanto ao acesso à informação".
O sindicato alertou ainda que a possível "interrupção da distribuição pode resultar numa diminuição significativa do volume de trabalho disponível para os jornalistas destas áreas, o que diminuirá o interesse por estas zonas e promoverá o aumento das áreas afetadas pelos 'desertos de notícias'".
A estrutura lembrou que "muitos jornalistas, em particular os que cobrem assuntos locais e regionais, dependem da circulação de jornais impressos para sustentar a sua atividade e garantir a continuidade das suas funções de forma independente".
"A falta de distribuição afetará diretamente a qualidade do jornalismo realizado, uma vez que muitas redações em regiões mais afastadas já operam em condições de grande precariedade", alertou.
Para os jornalistas, a alteração representará "um aumento da insegurança laboral, com a ameaça de despedimentos e a instabilidade de contratos, já que a diminuição de circulação afeta as receitas das empresas de media, prejudicando diretamente os salários e as condições de trabalho", podendo ainda "agravar a já frágil situação dos jornalistas freelancers, que dependem da distribuição regular para garantir contratos e trabalho contínuo".
O SJ lembrou ainda que "o direito à informação está garantido pela Constituição da República Portuguesa, nomeadamente no seu Artigo 37.º, que assegura o direito à liberdade de expressão e informação".
O ministro da Presidência afirmou hoje que qualquer solução pública que ajude a assegurar a distribuição de imprensa no território nacional implicará sempre "mecanismos concorrenciais" e não passar cheques a uma empresa em concreto.
Na conferência de imprensa no final da reunião do Conselho de Ministros, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, foi questionado sobre os problemas financeiros que a Vasp enfrenta, no dia em que a empresa que garante a distribuição de jornais e revistas no país admitiu a possibilidade de fazer ajustamentos em oito distritos -- Beja, Évora, Portalegre, Castelo Branco, Guarda, Viseu, Vila Real e Bragança.
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