Siza Vieira recebeu cerca de um milhão em ajustes dirctos da Câmara Municipal de Lisboa

Entre 2014 e 2017

Pedro Siza Vieira, ministro Adjunto e da Economia, recebeu cerca de um milhão de euros em ajustes directos da Câmara Municipal de Lisboa, entre 2014 e 2017. O então advogado e sócio da firma Linklaters prestou serviços de assessoria jurídica à autarquia quando Costa e Medina ocuparam a presidência – e um dos casos em que esteve envolvido resultou no pagamento de 200 milhões de euros da CML à Bragaparques.

As quantias foram repartidas de modo a que o valor não exija concurso público, mas dizem respeito a dois casos: o da Feira Popular e o da extinção da EPUL. Foi o primeiro que levará a CML a pagar 200 milhões.

Os contratos presentes no portal Base indicam que 700 mil euros dos ajustes directos têm que ver com o litígio entre a Câmara e a Bragaparques. O primeiro contrato foi autorizado por Graça Fonseca, antes vereadora e agora ministra da Cultura, em 2014.

Em 2013 e 2014, Siza Vieira também recebeu quase 250 mil euros para apoiar a CML no processo de extinção da EPUL – Empresa Pública de Urbanismo de Lisboa.

Já Cristina Siza Vieira, mulher do ministro, recebeu 40 mil euros por assessoria ao gabinete de Manuel Salgado, vereador do Urbanismo.

O ministro Siza Vieira recusou comentar os ajustes directos ao Jornal de Notícias, alegando: "o ministro não faz comentários sobre situações relativas à sua anterior actividade". Siza Vieira desvinculou-se do escritório de advogados Linklaters em Outubro de 2017, quando entrou para o Governo.

Autor: Sábado

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