Sobe para 36 o número de portugueses e lusodescendentes mortos devido aos sismos na Venezuela

Cinco crianças e 31 adultos entre as vítimas mortais

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Sismos provocam enorme tragédia na Venezuela
Sismos provocam enorme tragédia na Venezuela • Foto: AP
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O número de portugueses e lusodescendentes mortos devido aos sismos na Venezuela subiu para 36, segundo um novo balanço divulgado este sábado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).

O MNE avança também que estão desaparecidos ou incontactáveis 91 portugueses ou lusodescendentes, 49 dos quais homens e 42 mulheres.

De acordo com os dados mais recentes do MNE, entre os 36 mortos estão cinco crianças e 31 adultos, sendo que 29 são lusodescendentes, seis são portugueses e um tem nacionalidade portuguesa por casamento.

O anterior balanço, divulgado cerca das 14:00, dava conta de 32 portugueses ou lusodescententes entre as vítimas mortais.

O MNE indica também que já foram encontrados 44 portugueses e lusodescendentes.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros dá ainda conta que os dois aviões que transportam a missão portuguesa para ajudar nas buscas, salvamento e primeiros socorros já aterram em Maquetia, próximo de La Guaira, região mais afetada pelos sismos.

Os dois aviões da Força Aérea com os 64 elementos da Unidade Especial de Proteção e Socorro (UEPS) da GNR, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), dos Sapadores Bombeiros de Lisboa e do INEM partiram de Beja na sexta-feira à noite de Beja.

Esta força conjunta reúne "capacidades especializadas em operações de busca e salvamento, recuperação de vítimas, resposta a catástrofes e apoio médico de emergência", segunda uma nota do MNE de sexta-feira.

Seguiram também a bordo cerca de 23 toneladas de ajuda humanitária, incluindo "equipamentos de proteção individual, material de busca e salvamento, equipamento médico, medicamentos, tendas, geradores, bens alimentares", para apoiar as operações de socorro e assistência às populações afetadas, de acordo com o MNE.

Em declarações à Lusa na sexta-feira, o segundo comandante nacional da ANEPC, José Ribeiro, afirmou que os elementos da missão têm "muita experiência" em cenários de sismos.

Segundo José Ribeiro, o planeamento feito para a duração da missão portuguesa foi de 10 dias e mais dois de reserva, tendo sido também o que foi feito pelas forças internacionais que estão no terreno.

Os dois grandes sismos que foram registados na Venezuela, na quarta-feira, causaram pelo menos 929 mortos e 3.360 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.

Segundo a ONU, estão mais de 50 mil pessoas desaparecidas.

Portugal e outros sete países da União Europeia vão enviar equipas de busca e salvamento para a Venezuela.

Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.

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