Trump declara guerra comercial à União Europeia

Juncker promete retaliação

Donald Trump
Donald Trump

Confirmaram-se os piores receios da União Europeia. A Casa Branca decidiu não atribuir qualquer tipo de isenção permanente às importações de aço e alumínio vindas do espaço europeu e a partir desta sexta-feira, 1 de Junho, as exportações destes metais feitas para os Estados Unidos vão pagar taxas alfandegárias de 25% e 10%, respectivamente. 

Foi o secretário do Comércio dos EUA, Wilbur Ross, a confirmar que a isenção temporária concedida à UE não será prolongada nem substituída por uma isenção permanente como pretendido por Bruxelas. Estas tarifas aduaneiras vão também incidir sobre as importações de aço e alumínio oriundas do Canadá e do México, países-membros do NAFTA, um acordo de livre comércio que o presidente norte-americano, Donald Trump, quer renegociar. 

Isto significa que os principais parceiros comerciais e aliados dos EUA são objecto das mesmas medidas proteccionistas queTrump anunciou no passado mês de Março e que foram aplicadas a quase todo o mundo. Foram então também concedidas isenções temporárias às importações vindas dos Austrália, Argentina, Brasil e Coreia do Sul. Cerca de metade das importações de metais feitas pelos Estados Unidos vêem da UE, Canadá e México. 

O primeiro prazo para o fim das isenções terminou em 1 de Maio, a que se seguiu um novo prolongamento que terminava à meia-noite desta sexta-feira. Isto significa que todas as exportações da UE, e dos outros países alvo das tarifas, de aço e alumínio feitas a partir de amanhã para os EUA terão de pagar as novas taxas alfandegárias. 

"Consideramos que sem uma economia forte, não podemos ter uma segurança nacional robusta", explicou Ross em declarações feitas aos jornalistas. A visão proteccionista de Donald Trump volta assim a ganhar relevo.  

A União Europeia vinha negociando com as autoridades norte-americanas com vista à obtenção de isenções permanente, considerando que as taxas impostas violam as regras comerciais estabelecidas pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

Em reacção a esta decisão, as acções das cotadas americanas ligadas ao sector do alumínio valorizaram e Wall Street, que até aí negociava em alta, inverteu para terreno negativo com os investidores a percepcionarem o agravar do risco de uma guerra comercial. 

UE promete retaliar contra medidas "inaceitáveis"

Não tardou a resposta de Bruxelas. O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker prometeu medidas de retaliação que serão conhecidas "nas próximas horas" e assegurou que a União não vai aceitar estas medidas "inaceitáveis". Juncker defendeu ser "completamente inaceitável" que um país aplique "medidas unilaterais que concernem ao comércio mundial". 

O dirigente europeu anunciou ainda que de imediato a UE vai contestar junto da OMC a decisão dos Estados Unidos.

Autor: Negócios

 

Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
SUBSCREVA A NEWSLETTER RECORD GERAL
e receba as notícias em primeira mão

Ultimas de Fora de Campo

Notícias