Trump diz que não volta a ver futebol se os jogadores se ajoelharem durante o hino dos EUA
Presidente americano considera protesto dos atletas “falta de respeito ao país e à sua bandeira”
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A NFL, a liga de futebol americano dos Estados Unidos, afirmou na semana passada que os atletas devem ter a possibilidade de protestar por aquilo em que acreditam e acrescentou que foi "errado" não ouvir a opinião dos desportistas no passado. Também na quinta-feira a US Soccer, a Federação Americana de Futebol, acabou com a regra que proibia os jogadores de se ajoelharem durante o Hino Nacional dos Estados Unidos.
Desde 2016, quando Colin Kaepernick, ex-jogador da NFL, se ajoelhou antes de um jogo em protesto contra a desigualdade racial, que a prática de atletas se ajoelharem durante o hino nacional se tornou uma imagem de luta contra a opressão. Mas rapidamente as federações e autoridades impuseram duras sanções aos atletas que o fizessem, por considerarem um desrespeito para com o país. A Federação Americana de Futebol introduziu a punição logo em 2016, depois da estrela Megan Rapinoe se ajoelhar em solidariedade com Colin Kaepernick. A US Soccer, agora, diz que a política estava errada. A NFL, por sua vez, tentou proibir o ato em maio de 2018, introduzindo uma regra que multava as equipas cujos jogadores não se levantassem para ouvir o hino nacional, mas a normativa só durou dois meses.
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Depois da morte de George Floyd, os atletas têm reclamado a possibilidade de poderem protestar, mas desta vez com o aval das instâncias desportivas. Quem não gostou da mudança de paradigma dos organismos desportivos foi Donald Trump.
And it looks like the NFL is heading in that direction also, but not with me watching! https://t.co/aGfBaK7RNA
— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) June 13, 2020
O presidente dos Estados Unidos da América recorreu ao Twitter para garantir que vai deixar de assistir aos jogos da liga de futebol americano, mas também aos encontros das selecções masculina e feminina de futebol, caso os atletas se ajoelhem durante o hino nacional. Donal Trump diz que o ato "desrespeita o país e a sua bandeira".
O quarterback dos Browns, Baker Mayfield, já garantiu que planeia ajoelhar-se durante o hino nacional assim que os jogos da NFL voltem para protestar contra a injustiça social, a brutalidade policial e o racismo. Respondendo a um post de um fã no Instagram, que pedia que ele não se ajoelhasse, o jogador afirmou: "Desista. Eu absolutamente vou".