Trump insiste em reabrir economia: «Haverá mais mortes mas o vírus vai passar, com ou sem vacina»

Presidente dos Estados Unidos sublinha que os cidadãos devem regressar ao trabalho e às suas vidas normais

Donald Trump
Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou na terça-feira o seu apelo à reabertura da economia norte-americana, insistindo que os cidadãos devem regressar ao trabalho e às suas vidas normais, mesmo que isso conduza a mais casos de infetados e mais mortes no país.

Num discurso em Phoenix, o líder da Casa Branca reconheceu que esse regresso à normalidade vai conduzir a um aumento da propagação do novo coronavírus, mas que os Estados Unidos já estão a preparar-se para entrar na "fase dois" de combate à pandemia, que incluirá a dissolução da equipa de especialistas em saúde pública, que tem ajudado a coordenar a resposta ao vírus.

"Algumas pessoas serão afetadas? Sim. Algumas pessoas serão gravemente afetadas? Sim", disse Trump. "Mas temos de reabrir o nosso país e reabrir em breve", afirmou.

Numa visita a uma fábrica que produz máscaras de proteção, em Phoenix, Trump reiterou que os danos económicos ao país tornaram-se demasiado grandes para permitir um prolongamento do confinamento e encorajou os norte-americanos a pensarem em si próprios como "guerreiros" neste regresso à normalidade.

A mensagem foi reforçada numa entrevista transmitida no mesmo dia pela ABC News, em que Trump reconheceu que fechar o país foi "a maior decisão" que já tomou, e que estava agora decidido a reabrir, apesar das possíveis consequências implícitas.  

"Haverá mais morte", disse. "Mas o vírus vai passar, com ou sem vacina. E acho que estamos a ir muito bem com as vacinas, mas, com ou sem uma vacina, vai passar e voltaremos ao normal", acrescentou Trump, sugerindo que no próximo ano a economia "vai estar em alta".

Segundo os dados divulgados hoje pela Universidade Johns Hopkins, os Estados Unidos registaram 2.333 mortos causados pela covid-19 nas últimas 24 horas.

Estes novos óbitos, registados entre as 20:30 de terça-feira (01:30 de hoje em Lisboa) e a mesma hora na véspera, elevam para 71.022 o número de vítimas mortais desde o início da epidemia no país, o mais afetado pela covid-19 no mundo, de acordo com os dados oficiais.

Na terça-feira, os Estados Unidos tinham registado 1.015 mortos, no balanço diário mais baixo em um mês.

Os Estados Unidos registam também o maior número de pessoas infetadas com a doença, com mais de 1,2 milhões de casos identificados.

Por Negócios
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